- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) da Iran ameaçou iniciar ataques a grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos a partir das 20h de 1º de abril, horário de Teerã, conforme postagem no canal Telegram dos iranianos.
- Entre as empresas citadas na lista-alvo estão Apple, Google, Microsoft, além de outras como Amazon, IBM, Nvidia e Palantir.
- A advertência ocorre em meio a uma escalada de ataques contra infraestrutura tecnológica dos EUA desde o início do conflito, com ataques de drones a centros de dados da Amazon Web Services em março.
- O IRGC classificou essas empresas como alvos legítimos por supostamente apoiarem atividades militares e de inteligência dos EUA.
- Executivos de algumas companhias, como Google, Microsoft e JPMorgan, não comentaram imediatamente sobre o assunto.
O Irã, por meio do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), disse que começará ataques a grandes empresas de tecnologia dos EUA a partir das 20h de 1º de abril, horário de Teerã. A lista cita companhias como Apple, Google e Microsoft.
O IRGC publicou a ameaça em seu canal no Telegram, mencionando 29 escritórios regionais e data centers operados por empresas como Amazon, Google, IBM, Nvidia e Palantir. A mensagem afirma que as empresas são “alvos legítimos” por apoiar atividades militares norte-americanas.
A expectativa é de ataques após o horário citado, conforme o IRGC. Empresas listadas não responderam de imediato; Google, Microsoft e JP Morgan não comentaram.
Contexto regional e desdobramentos
Na semana anterior, drones iranianos atingiram dois data centers da Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos e danificaram um no Bahrein, em 1º de março. Houve interrupções em sites de bancos, processadores de pagamento e serviços ao consumidor na região.
O governo dos EUA respondeu com ações militares, bombardeando redes de drones do IRGC. O Pentágono divulgou imagens de ataques a lançadores móveis, enquanto Washington estuda ampliar tropas no Médio Oriente para eventual ofensiva terrestre.
Quase 2.000 iranianos e ao menos 13 militares dos EUA morreram desde a escalada. O estreito de Hormuz permanece tenso, com impactos no comércio de petróleo e mercadorias na região.
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