- O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, disse que não há negociações diretas entre Teerã e Washington neste momento; as mensagens seriam entre Paquistão e Estados Unidos.
- Nekounam afirmou que a opinião pública iraniana é contra negociações com outras partes e pressiona autoridades governamentais e militares a não participarem de acordos.
- Segundo o embaixador, a resistência pública vem de experiências anteriores, quando houve negociações com “inimigos” que resultaram em bombardeios.
- O Irã disse que não haverá limitações para retaliações proporcionais a ataques dos Estados Unidos e de Israel, para evitar um ciclo de guerra com cessar-fogo e negociação.
- Sobre o Estreito de Ormuz, Nekounam reiterou que o bloqueio atinge apenas navios norte-americanos e israelenses, e que o estreito continua aberto, com gestão “inteligente” e sugestões recebidas de Paquistão.
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou nesta terça-feira (31) que não há negociações diretas entre Teerã e Washington. A comunicação segue entre Paquistão e EUA, segundo ele, em coletiva de imprensa no Brasil.
Nekounam disse que a troca de mensagens vai continuar, mas a opinião pública iraniana é contrária a negociações com outras partes. Afirmou que autoridades iranianas não devem entrar nessas negociações, com base em experiências anteriores.
Ele ressaltou que o Irã não tolerará novos ciclos de guerra com os EUA e Israel, assegurando que cada ação terá retaliação proporcional. O objetivo é evitar a repetição de confrontos que gerem escaladas no conflito.
Ormuz e restrições
Sobre o Estreito de Ormuz, Nekounam reiterou que o bloqueio afeta apenas navios dos Estados Unidos e de Israel. A gestão do estreito, segundo ele, segue sob controle estratégico do Irã, com sugestões vindas de aliados paquistaneses.
Contexto regional
O texto descreve um cenário de confronto entre EUA, Israel e Irã. O conflito é apresentado com ataques e retaliações, com autoridades iranianas afirmando que suas ações visam interesses norte-americanos e israelenses, sem detalhar quais alvos estão sob ameaça.
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