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Por que o BRICS ainda não se manifestou sobre a guerra contra o Irã

Brics permanece em silêncio sobre ataques ao Irã por depender de consenso entre os membros e pela expansão, que complica uma posição conjunta

A crescente proximidade da Índia com Israel complica a busca por um consenso no grupo
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  • O Brics permanece em silêncio sobre os ataques ao Irã, apesar do Irã ser membro do bloco desde 2023 e de o grupo defender o direito internacional.
  • O posicionamento do Brics depende de consenso entre todos os membros, o que dificulta uma declaração conjunta sobre o conflito atual.
  • A expansão de 2023, que trouxe Irã, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, complicou as negociações e aumentou as rivalidades internas.
  • A proximidade entre a Índia e Israel, com Modi visitando Telavive, dificulta que o Brics adote uma posição fortemente crítica a Israel e aos EUA.
  • Com a presidência da Índia em 2026, resta incerto se o Brics conseguirá um texto comum, o que pode impactar a relevância do bloco no cenário internacional.

O Brics permanece em silêncio após o ataque ao Irã, ocorrido recentemente, apesar de o Irã ser membro do grupo desde 2023. A ausência de manifestação conjunta contrasta com a defesa anterior do direito internacional do bloco.

O grupo funciona por consenso: sem aprovação de todos os membros, não há posição oficial. A Presidência da Índia busca uma declaração que responda aos ataques contra o Irã, mas esbarra em divergências internas.

A expansão de 2023, que trouxe Irã, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, complicou o cenário. Houve resistência inicial da China, com Brasil e Índia temendo a perda de influência e a dificuldade de consenso sobre temas como a reforma do Conselho de Segurança.

A relação entre os membros, especialmente a coexistência de países com históricos conflitos regionais, aumenta a dificuldade de chegar a um texto comum. O Irã, os Emirados e a Arábia Saudita possuem vínculos e disputas que compõem o dilema do bloco.

Desafios internos e geopolítica

A proximidade crescente entre a Índia e Israel também complica uma declaração crítica a Israel ou aos EUA. Modi, que lidera o Brics em 2026, reforça alinhamentos que podem dificultar mensagens fortes contra ações ocidentais.

Enquanto isso, a Rússia, aliada do Irã, tende a não aceitar críticas à retaliação iraniana. O Brics, portanto, corre o risco de não se posicionar em temas sensíveis, reduzindo sua relevância internacional.

Em síntese, o impedimento para uma declaração conjunta decorre do consenso necessário, das tensões entre membros e da geopolítica regional. O Brics pode manter o silêncio até encontrar um texto aceitável para todos.

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