- Rita Mundim analisa declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de retirar os EUA da OTAN, sugerindo que ele busca redesenhar a base da economia global.
- Segundo a comentarista, os Estados Unidos historicamente financiavam cerca de 75% do orçamento da OTAN, pressionando os outros membros a cumprir o gasto mínimo de 2% do PIB em defesa.
- A postura de Trump não se limita à OTAN: ela envolve também a OMS, a OMC e o FMI, indicando uma remodelagem das instituições criadas no pós‑guerra de 1945.
- A analista cita a posse de Trump no início de janeiro e o chamado tarifazo de 2 de abril como gatilhos para as mudanças no cenário global e nas relações internacionais.
- Sobre o setor de aviação, a Petrobras anunciou alta de 55% no preço do querosene para distribuidoras, o que pode provocar crise no setor, com cancelamentos de voos e aumento de tarifas.
Donald Trump tem sido pauta de análise após sinalizar a possibilidade de reduzir a participação dos EUA em organismos multilaterais, incluindo a Otan. A leitura é de que o país busca reorganizar sua atuação na ordem global, com foco em novos alinhamentos econômicos.
Rita Mundim, especialista em geopolítica, destaca que a ideia não se restringe à Otan. Ela ressalta que o governo americano historicamente sustenta grande parte do orçamento da aliança e condiciona contribuições de outros membros. A mudança, segundo ela, poderia redesenhar instituições pós‑Guerra.
Para Mundim, a remodelação envolve também organismos além da Otan, como a OMS, a OMC e o FMI. A comentarista aponta que o cenário indica uma reestruturação das instituições criadas após 1945 e uma reconfiguração do papel dos EUA.
Alta do querosene de aviação
O preço do querosene de aviação sofreu aumento de 55% anunciado pela Petrobras para distribuidoras, elevando o custo operacional das companhias aéreas. A elevação chega num momento de recuperação do setor pós‑pandemia.
Segundo Mundim, o reajuste pode piorar a recuperação de empresas aéreas que já sentiram os impactos da crise sanitária. Ela afirma que a alta favorece pressões para reajustes de tarifas e potenciais reduções de oferta em trechos sensíveis.
A situação já é mencionada por empresas da Ásia e da Europa, com relatos de operações em caráter de emergência. O custo do combustível, segundo a analista, está pressionando margens e pode levar a cancelamentos de voos em cenários mais críticos.
Consumidores devem enfrentar, com menor frequência, aumentos no preço das passagens e potenciais cancelamentos conforme o cenário de custo do combustível se agrava. A atuação de governos e reguladores pode influenciar o ritmo da recuperação.
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