- O Ministério Público do Paraná denunciou Willian Barile Agati por homicídio, apontando-o como líder da alta cúpula do PCC e elo com a máfia italiana ‘Ndrangheta.
- Ele é acusado de participação na execução de Marco Antonio Carvalho, conhecido como “Marcos P2”, em abril de 2020, ligada ao tráfico internacional de drogas.
- A morte ocorreu em um estacionamento de posto de combustível, com motivação de vingança após a subtração de duas cargas de cocaína, avaliadas em cerca de US$ 4 milhões, que deveria ter sido enviada do Porto de Paranaguá para a Espanha.
- A denúncia afirma que Agati gerenciava a logística de envio de grandes remessas de cocaína para a Europa e atuava com a máfia italiana, incluindo remessas de cerca de 270 kg para portos na Espanha.
- Agati está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025; a defesa sustenta que não possui vínculo com o PCC nem é autor de homicídio, mantendo a presunção de inocência.
Willian Barile Agati, apontado como líder da alta cúpula do PCC, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná por homicídio. A acusação envolve a morte de Marco Antonio Carvalho, conhecido como Marcos P2, ocorrida em abril de 2020. O crime ocorreu em um estacionamento de posto de combustível, ligado a um esquema de tráfico internacional de drogas.
A denúncia sustenta que a execução foi motivada por vingança após a subtração de duas cargas de cocaína. As drogas seriam enviadas do Porto de Paranaguá para a Espanha, e o prejuízo estimado é de cerca de US$ 4 milhões. A Polícia Federal aponta conexão com o movimento da máfia italiana Ndrangheta.
Conexão PCC e Ndrangheta
Segundo investigações, Agati seria o elo entre o PCC e a Ndrangheta, responsável por gerenciar a logística de remessas de cocaína para a Europa. A PF indica envio de cerca de 270 kg de cocaína para criminosos vinculados à máfia, com destino ao Porto de Valência, na Espanha.
A denúncia aponta que a comunicação entre as organizações ocorreu por meio de uma plataforma criptografada, usada pela alta cúpula do PCC para coordenar operações e negociações com agentes da máfia italiana. Agati permanece preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025.
Defesa sustenta inocência
A defesa de Agati contesta as acusações e afirma que o empresário não tem vínculo com o PCC nem é autor de homicídio. O advogado argumenta que o inquérito inicial foi arquivado por inexistência de indícios e que a denúncia foi construída a partir de provas questionáveis e de matérias midiáticas.
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