- O Irã executou Amirhossein Hatami, condenado por participar de um ataque a um centro militar durante os protestos de janeiro.
- A execução ocorreu na manhã desta quinta-feira (2), e Hatami teria admitido as acusações durante o interrogatório.
- A agência Tasnim informa que Hatami tentou invadir e destruir o centro militar para tomar as armas existentes.
- Segundo a mídia estatal, pelo menos nove execuções foram realizadas no último mês, mas esse número é considerado subestimado devido à baixa transparência.
- Organizações de direitos humanos alertam que dezenas de manifestantes permanecem sob risco de morte iminente; Hatami estava entre os referidos como de alto risco pela Anistia Internacional após quatro mortes em 24 horas em segredo.
O Irã executou um homem condenado por participar de um ataque a um centro militar durante os protestos de janeiro. A enforcamento ocorreu nesta quinta-feira, 2, pela manhã. Segundo a agência Tasnim, Amirhossein Hatami tentou invadir o espaço militar para tomar as armas existentes.
Hatami teria admitido as acusações durante o interrogatório, aponta a Tasnim. A agência não detalhou o local exato da execução.
Reportagens da mídia estatal indicam que pelo menos nove execuções ocorreram no último mês. O número pode ser maior, pois muitas execuções não são divulgadas e a transparência é limitada.
Organizações de direitos humanos alertam que dezenas de pessoas podem estar sob risco de morte iminente. Hatami estava entre um grupo apontado pela Anistia Internacional como em risco.
Contexto dos protestos de janeiro
A Anistia Internacional indicou que quatro homens teriam sido executados arbitrariamente em 24 horas, aumentando as preocupações sobre novas condenações rápidas. As informações reforçam a pressão internacional sobre o governo iraniano.
As informações são provenientes de fontes oficiais iranianas e de organizações de direitos humanos. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre a defesa ou recursos legais utilizados.
Entre na conversa da comunidade