- O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, conversou por telefone com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, sobre a segurança da navegação no estreito de Ormuz.
- A ligação partiu por iniciativa do Irã e discutiu discussões do Conselho de Segurança da ONU sobre o tema e consequências da atuação dos EUA e de Israel.
- Lavrov e Araghchi falaram sobre esforços de diversos países para reduzir as tensões na região.
- O assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que o estreito está aberto para a Rússia.
- Nações que participaram de reunião virtual, incluindo o Reino Unido, discutiram ações para reabrir o estreito e evitar que o Irã mantenha a economia global como refém, em meio a uma crise que já afetou o fornecimento de petróleo.
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, manteve nesta quinta-feira uma conversação por telefone com Abbas Araghchi, chanceler do Irã. O tema foi a segurança da navegação no estreito de Ormuz e os impactos da postura de potências na região.
Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, a ligação foi solicitada pelo Irã. As autoridades discutiram as discussões no Conselho de Segurança da ONU sobre Ormuz e as consequências da agressão dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Lavrov e Araghchi também enfatizaram os esforços de diversos países para reduzir as tensões na região. O assessor presidencial russo Yuri Ushakov afirmou que o estreito continua aberto para a presença da Rússia.
Contexto internacional
Ao longo do dia, a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, informou que cerca de 40 países participaram de uma reunião virtual para facilitar a reabertura de Ormuz e reduzir a influência econômica iraniana sobre o mercado global.
A situação no estreito envolve interrupções no fluxo de petróleo e gás natural, impactando preços e cadeias de suprimento. A intervenção externa é tema frequente de discussões estratégicas entre potências regionais e globais.
No fim de março, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou ser contrária a um bloqueio de Ormuz pelo Irã, observando a questão sob o contexto de uma posição global mais ampla.
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