- Gunther Rudzit, professor da ESPM, afirma que China e Rússia têm interesse na continuidade do conflito no Oriente Médio para desgastar Donald Trump antes das eleições de novembro.
- Segundo o especialista, os dois governos criam a narrativa de apoio à paz, mas desejam que a guerra continue.
- Sobre mediação entre EUA e Irã, o Irã aceitaria mediadores, mas Trump não aceitaria a China, o que dificultaria esse papel.
- O professor diz que a Rússia seria menos problemática, já que Trump admira a dureza de Vladimir Putin.
- Rudzit afirma que o Irã se preparou para manter o regime mesmo após perdas, com planos de guerra; Trump deveria continuar pressionando a economia iraniana, evitando alvos de petróleo e dessalinização.
O professor Gunther Rudzit, da ESPM, analisa o impacto do conflito no Oriente Médio sobre Donald Trump. Segundo ele, China e Rússia têm interesse em manter a guerra para desgastar politicamente o presidente americano, próximo das eleições de novembro. O objetivo seria influenciar o cenário doméstico dos EUA.
Rudzit afirma que as duas potências promovem uma narrativa de apoio à paz, mas trabalham para que o confronto persista. Além disso, o especialista aponta que a continuidade do conflito pode favorecer adversários internos e externos de Trump, em momentos decisivos da vida política americana.
O especialista também comenta a possibilidade de mediação no conflito entre Estados Unidos e Irã. Para que haja mediação, seria necessária a concordância das partes envolvidas, principalmente do governo dos EUA. A China enfrentaria resistência de Washington para atuar como mediador.
Mediação e impactos eleitorais
Segundo o professor, a aceitação de mediadores estrangeiros seria vista como dependência dos EUA em relação à China, algo que, na visão de Trump, seria inaceitável. Em relação à Rússia, Rudzit admite menor resistência, devido à admiração de Trump pela postura de Vladimir Putin.
Sobre o Irã, Rudzit descreve um regime que se preparou para cenários de destabilização, mantendo militares com planos de guerra em prontidão. O especialista destaca que o governo iraniano pode responder com ações econômicas e estratégicas para pressionar aliados regionais dos EUA.
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