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China, Rússia e França barram ataque árabe ao Irã com apoio dos EUA

China, Rússia e França se opõem à autorização de uso da força para reabrir o estreito de Ormuz, mantendo tensão no Conselho de Segurança e impacto nos preços do petróleo

Estreito de Ormuz: fechamento pelo Irã provoca disparada dos preços dos combustíveis no mundo
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  • China, Rússia e França devem se opor a plano do Bahrein no Conselho de Segurança da ONU para proteger a navegação no estreito de Ormuz.
  • O objetivo é reabrir a passagem para segurar os preços do petróleo, com apoio dos Estados Unidos.
  • A minuta autoriza medidas defensivas por pelo menos seis meses, enquanto o Conselho não decidir o contrário; a China já sinalizou oposição ao uso da força.
  • A votação pode ocorrer na sexta-feira, após membros terem discutido a versão final do texto; China, Rússia e França teriam atuado para barrar a aprovação.
  • Reação internacional: o Reino Unido sediou reunião com mais de quarenta países e o secretário-geral da Liga Árabe apoiou os esforços; os preços do petróleo subiram após as declarações de Donald Trump sobre o tema.

O Conselho de Segurança da ONU pode votar nesta sexta-feira uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação no estreito de Ormuz. A iniciativa busca autorizar “meios defensivos necessários” por pelo menos seis meses para evitar interrupções no tráfego de petróleo. A China, Rússia e França devem se opor ao uso da força.

O Bahrein, que preside o órgão com 15 membros, recebeu apoio de EUA e outros países árabes do Golfo. O embaixador da região afirmou que a resolução visa evitar danos ao comércio mundial e à estabilidade regional. O texto foi elaborado após ataques recentes que reduziram a passagem de navios pelo estreito.

Diplomatas apontam que a China, detentora do poder de veto, já indicou resistência a qualquer autorização de força. O embaixador chinês à ONU, Fu Cong, declarou que a medida poderia legitimar ações ilegais e desencadear nova escalada. A linguagem da minuta já sofreu ajustes para contornar objeções.

Um quarto rascunho chegou a ser colocado em regime de silêncio para aprovação até o meio-dia na quinta-feira, mas fontes indicam que China, Rússia e França teriam considerado o texto suficiente para uma votação. A equipe diplomática afirmou que a votação ocorrerá na manhã de sexta, conforme agenda da reunião do Conselho.

Al Zayani afirmou que a tentativa iraniana de controlar o estreito representa ameaça aos interesses globais e requer resposta firme. Ahmed Aboul Gheit, secretário-geral da Liga Árabe, afirmou apoiar os esforços para garantir a passagem segura pelo estreito. O Reino Unido sediou uma reunião com mais de 40 países para discutir a questão.

Na última semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu manter ataques, sem apresentar planos concretos para reabrir o estreito. Tal postura elevou as preocupações sobre a participação dos EUA na garantia da navegação. O preço internacional do petróleo reagiu com novas altas.

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