- O ataque de drones da Rússia atingiu Odessa, no Mar Negro, nesta segunda-feira, deixando pelo menos três mortos.
- Entre as vítimas estavam uma mãe de 30 anos e a filha de 2 anos; prédios residenciais, uma creche e infraestrutura energética da região foram danificados.
- Imagens da Reuters mostram equipes de resgate removendo escombros de uma casa com a parte central da construção gravemente danificada.
- Cerca de 16.700 residências em distritos de Odessa ficaram sem energia elétrica, com danos extensos e reparos que levarão tempo.
- Odessa é o maior porto da Ucrânia e um importante centro logístico, alvo de ataques russos na região.
O porto de Odessa, no Mar Negro, foi alvo de um ataque de drones russos nesta segunda-feira (6). Três pessoas morreram, incluindo uma mãe de 30 anos e sua filha de dois anos, segundo Oleh Kiper, governador da região, informado via Telegram. O ataque atingiu prédios residenciais, uma creche e infraestrutura energética local.
Imagens da Reuters mostram equipes de resgate removendo escombros de uma casa com danos significativos na parte central. Um morador, Danylo, de 21 anos, relatou que dois drones atingiram a residência, um no telhado e outro na fachada, bloqueando a saída após o desabamento parcial da escada.
A empresa de energia DTEK informou que cerca de 16.700 unidades habitacionais em distritos de Odessa ficaram sem energia, com reparos apontados como demorados. Odessa é um importante polo logístico e o maior porto da Ucrânia, responsável por grande parte das exportações do país.
Contexto da ofensiva
A Rússia intensificou ataques contra Odessa, cidade estratégica no sul ucraniano. O país mantém o objetivo de controlar áreas essenciais e infraestrutura logística, em meio a um conflito que já dura mais de quatro anos.
Panorama da guerra
Desde o início da invasão em 2022, Moscou anexou quatro regiões ucranianas e reduziu o ritmo de deslocamento estratégico no leste. O conflito envolve ataques aéreos e operações com drones, com ambas as partes afirmando mirar apenas alvos militares. Milhares de civis foram vítimas, sem divulgação de números oficiais de baixas por parte dos dois lados.
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