- Saeed Jalili, membro do Conselho de Discernimento do Interesse Público do Irã, disse que ignorar o presidente dos EUA não é a melhor abordagem e que as declarações de Trump revelam a verdadeira natureza dos EUA.
- Ele afirmou que “calar a boca” não é a resposta aos delírios de Trump e que é desejável que ele fale mais.
- Trump afirmou, em coletiva na Casa Branca, que o Irã poderia ser derrubado em uma noite, sugerindo ter opções mais duras no conflito.
- O presidente dos EUA disse que há alternativas ainda piores do que bombardear usinas e pontes do Irã se Teerã não concordar com o acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
- Foi estabelecido o prazo de terça-feira, às 21h, para o Irã aceitar o acordo; também houve a tentativa de um cessar-fogo temporário de 45 dias apresentado no fim de semana.
Saeed Jalili, integrante do Conselho de Discernimento do Interesse Público do Irã, afirma que ignorar o presidente dos EUA não é a solução. Em rede social, ele sustenta que as ações de Donald Trump expõem a real natureza dos Estados Unidos. Jalili diz que é preciso ouvir as declarações do líder americano.
Ameaças de Trump
Trump intensificou críticas ao Irã, dizendo possuir opções ainda mais severas que anteriores, caso Teerã não aceite um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz. Ele falou aos jornalistas no gramado sul da Casa Branca, durante evento de Páscoa, fixando uma terça-feira como prazo de decisão iraniana, às 21h de Brasília.
No fim de semana, circulou a ideia de um cessar-fogo temporário de 45 dias, enviado a Washington e Teerã para evitar ataques em larga escala a infraestrutura iraniana. A proposta foi apresentada na noite do domingo (5) como tentativa de reduzir a escalada.
No domingo, Trump também usou as redes sociais para intensificar a retórica, dizendo que a terça-feira seria marcada por ações contra usinas e pontes do Irã. O tom geral aponta para uma cobrança de posição de Teerã em relação ao acordo.
Entre na conversa da comunidade