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Brasil assume presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul

Brasil assume presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul na reunião do Rio, buscando ampliar cooperação regional e manter a região pacífica

Região do Albardão é uma das mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul
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  • Brasil assume a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), cargo que se mantém por dois a três anos, sucedendo Cabo Verde, conforme o histórico do mecanismo criado pelas Nações Unidas.
  • O nono encontro ministerial ocorre nos dias oito e nove de abril, no Rio de Janeiro, reunindo governos de vinte e quatro países da costa sul-americana e da África Ocidental.
  • Serão assinados três documentos: convenção sobre o ambiente marinho; estratégia de cooperação com treze áreas temáticas (divididas em catorze); e a Declaração do Rio de Janeiro, de natureza política.
  • A meta é fortalecer a cooperação regional e manter a região livre de armas de destruição em massa, evitando que conflitos externos interfiram no Atlântico Sul.
  • O Ministério das Relações Exteriores espera a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encerramento da reunião.

A partir deste mês, o Brasil assume a presidência da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), mecanismo diplomático criado em 1986. A transição ocorre durante a 9ª Reunião Ministerial, que reunirá 24 países da costa sul-americana e do litoral oeste africano.

Os encontros serão realizados nos dias 8 e 9 de abril, no Rio de Janeiro. A Zopacas reúne Brasil, Argentina, Uruguai e 21 países da costa oeste africana, do Senegal à África do Sul. Conforme a tradição, o país anfitrião assume a presidência por dois a três anos, sucedendo Cabo Verde.

A expectativa é fortalecer a cooperação regional e manter a região livre de armas de destruição em massa. O embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou o objetivo de ampliar o potencial de cooperação dentro do bloco.

Documentos em pauta incluem três atos a serem assinados no Rio: uma convenção sobre o ambiente marinho; uma estratégia de cooperação com quatro pilares, subdivididos em 14 áreas temáticas; e a Declaração do Rio de Janeiro, com conteúdo político. O texto não deve abordar, segundo o embaixador, referências a conflitos atuais como o Oriente Médio ou a Leste Europeu.

A reunião deverá reiterar o compromisso de manter a região pacífica e evitar que potências externas tragam conflitos para dentro da Zopacas. O Ministério das Relações Exteriores aposta em uma agenda que destaque paz e segurança regionais. O governo espera a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encerramento do encontro.

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