- Joan Vitor da Silva, 27 anos, morador do Rio de Janeiro, deixou o Brasil em 8 de março com promessa de emprego na construção civil em Maputo, Moçambique, e está desaparecido desde então.
- A família recebeu ligação de alguém pedindo US$ 10 mil para alimentação do brasileiro; em outra chamada, Joan apareceu em vídeo em um ambiente semelhante a cela, com dois homens uniformizados, e disse apenas “Embaixada”.
- O caso foi registrado na Delegacia de Bangu, na Zona Oeste, e a Polícia Civil do Rio informou que equipes realizam diligências para localizar Joan; o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Maputo, diz que presta assistência consular, sem detalhar o apoio.
- Entre o Brasil e Moçambique, Joan trabalhava como frentista no Rio e foi demitido no fim do ano passado; a casa em Guaratiba pegou fogo pouco antes da viagem, levando o casal a morar com uma prima; o casal tem dois filhos.
- A família afirma suspeitar de tráfico humano e extorsão; a esposa reclama de falta de apoio do Itamaraty, e a mãe relata ter passado pouco tempo conversando com um funcionário da embaixada.
Joan Vitor da Silva, 27 anos, morador do Rio de Janeiro, desapareceu após viajar a trabalho para Maputo, Moçambique, em 8 de março. Ele havia ido em busca de uma oportunidade na construção civil e não manteve contato com a família desde então.
O caso ganhou alerta após uma ligação registrada em 27 de março, quando uma pessoa em inglês afirmou que Joan estava preso e seria necessário o pagamento de US$ 10 mil para alimentação. Em seguida, uma chamada de vídeo mostrou o brasileiro em uma cela, ao lado de outras pessoas, sob vigilância de dois homens em uniformes.
Na primeira conversa, Joan disse apenas a palavra embaixada. Os familiares não tiveram mais contato após o encerramento da ligação, o que motivou registro na Delegacia de Bangu, na zona Oeste do Rio, com encaminhamento à DDPA.
A família busca apoio institucional. Advogada orientou procurar o Consulado de Moçambique no Brasil. Rafaela Pereira, esposa de Joan, afirma que não recebeu atendimento do Itamaraty nem de consulados até o momento.
Antes do embarque, Joan havia sido demitido de um posto de frentista no Rio. A família também enfrentou um incêndio em casa em Guaratiba, o que levou à mudança para a casa de uma prima, antes da nova viagem de Joan.
O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Maputo, informou ter conhecimento do caso e prestar assistência consular, sem detalhar o apoio. A Polícia Civil do Rio ressalta que diligências são realizadas para localizar o empresário.
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