- O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul afirma que a Coreia do Norte não forneceu armas ao Irã em meio ao conflito com os EUA e Israel, sugerindo distanciamento.
- Pyongyang não enviou condolências pela morte do líder iraniano Ali Khamenei nem parabenizou o novo líder, Motjaba Khamenei, indicando postura diplomática mais contida.
- O relatório aponta dificuldades econômicas devido à guerra no Oriente Médio, com impactos na oferta de insumos, preços e câmbio, enquanto seguem avanços no desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais.
- Em março houve teste de motor para míssil capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, com empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas; o regime mantém um programa de cinco anos para ampliar o arsenal, incluindo lançamentos terrestres e submarinos e sistemas com IA.
- O NIS destaca que Kim Ju Ae, filha de Kim Jong-un, é vista como possível sucessora, com crescente participação pública; em 3 de abril eles foram vistos juntos em atividades cotidianas, como visita a um pet shop.
A Coreia do Norte pode estar se distanciando do Irã, segundo um relatório do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS). A avaliação aponta que Pyongyang não forneceu armas ou suprimentos ao Irã em meio ao conflito com os EUA e Israel. A conclusão foi apresentada por deputado Park Sun-won durante coletiva nesta segunda (6).
Paralelamente, parlamentares sul-coreanos destacam que a ausência de condolências pela morte do líder iraniano Ali Khamenei e a não celebração da posse de seu sucessor, Motjaba Khamenei, sugerem uma tentativa de espaço diplomático. A leitura é de que o Norte busca distância antes de importantes reuniões internacionais.
O NIS aponta ainda que a reclusão diplomática ocorre enquanto há uma cúpula prevista entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, nos dias 14 e 15 do próximo mês. A reunião, em língua chinesa, é vista como relevante para o contexto regional e para os interesses mutuários dos países envolvidos.
Mísseis da Coreia do Norte
O relatório indica dificuldades econômicas de Pyongyang devido à guerra no Oriente Médio, com impactos no fornecimento industrial, alta de preços e pressão cambial. Mesmo assim, o regime avança no desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais, com um teste recente de motor apontado para atingir o território continental dos EUA.
A KCNA informou que o motor testado tem empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas, superior ao teste semelhante de setembro, com cerca de 1.971 quilotoneladas. O teste integra um programa quinquenal que visa ampliar a capacidade militar norte-coreana, incluindo sistema de ar falta, lançadores terrestres e submarinos.
Em fevereiro, Kim Jong-un acompanhou a apresentação de um lançador múltiplo de foguetes com alcance de aproximadamente 400 quilômetros, capaz de transportar ogivas nucleares. O ditador descreveu a arma como única no mundo, destinada a intimidar inimigos e cumprir missões estratégicas.
O regime também reforça o objetivo de desenvolver armas para conter potenciais adversários, entre eles os EUA e a Coreia do Sul, segundo a mídia estatal.
Especulação sobre sucessão de Kim Jong-un
O NIS aponta que a filha de Kim Jong-un, Kim Ju Ae, torna-se uma possível sucessora, com aumento de aparições públicas. Ela tem cerca de 13 anos e vem sendo destaque em eventos ligados ao programa militar e nuclear.
A última aparição ocorreu no dia 3 de abril, quando Kim Jong-un levou a herdeira a uma visita a um pet shop. Eles também visitaram uma loja de instrumentos musicais e um centro automotivo.
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