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Fabricante de mísseis da Ucrânia busca sistema de defesa aérea até 2027

Fire Point mira sistema de defesa aérea revolucionário até 2027 para reduzir interceptação de mísseis balísticos a menos de US$ 1 milhão, abrindo investimento do Oriente Médio

A Fire Point também está expandindo sua capacidade de produção de drones
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  • A Fire Point, fabricante ucraniana de mísseis, busca lançar até 2027 um sistema de defesa aérea de baixo custo para interceptar mísseis balísticos por menos de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões).
  • A empresa está em negociações com firmas europeias para desenvolver o sistema, visando uma alternativa ao sistema Patriot dos Estados Unidos.
  • Um conglomerado do Oriente Médio avalia investir na Fire Point, em uma operação que pode chegar a US$ 760 milhões por 30% da empresa, e abrir caminho para lançamentos de satélites em órbita baixa.
  • A fim de ampliar o portfólio, a Fire Point trabalha em dois mísseis balísticos supersônicos, o FP-7 (alcance ~300 quilômetros) e o FP-9 (alcance ~850 quilômetros).
  • A produção de drones de longo alcance da Fire Point é grande—capaz de exportar até 2.500 unidades mensais—mas a exportação do míssil Flamingo é mais complexa devido a regulações.

A Fire Point, fabricante ucraniana de mísseis, busca até 2027 um sistema de defesa aérea revolucionário com custo reduzido. O objetivo é interceptar mísseis balísticos por menos de US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,1 milhões) por unidade. A empresa negocia com firmas europeias para viabilizar o projeto.

Segundo Denys Shtilierman, cofundador e designer-chefe, o plano envolve um conjunto de radares, busca de alvos e comunicações em colaboração com parceiros europeus. A Fire Point ainda não revelou nomes específicos, citando apenas o interesse em cooperação.

O projeto surge em meio a dificuldades de suprimento do sistema Patriot, amplamente utilizado pelo Ocidente para defesa antiaérea. Shtilierman afirma que reduzir custos pode tornar o novo sistema uma opção viável para várias nações.

A empresa mira o lançamento do primeiro míssil balístico de baixo custo até o fim de 2027, com previsão de interceptação de um projétil balístico no período. A empresa não detalha o cronograma de cada etapa do desenvolvimento.

Ao lado, a Fire Point trabalha no FP-7, um míssil balístico de alcance próximo a 300 km, próximo de entrar em fase de implantação militar. O FP-9, com alcance de 850 km, está em estágio final de testes, segundo o executivo.

Shtilierman afirmou que o FP-9 poderá transportar uma ogiva de até 800 quilos. O objetivo é ampliar o arsenal bélico da Ucrânia, reduzindo barreiras de custo para defesa aérea. Não houve confirmação de participação russa neste projeto específico.

Especialistas destacam que a Rússia já derrubou mísseis de pequeno porte no passado, mas a estratégia de entrar mais mísseis balísticos poderia pressionar defesas aéreas da região. A avaliação é de Fabian Hoffmann, da Norwegian Defence University College.

Investimento

A autoridade antimonopólio da Ucrânia tem prazo até outubro para decidir sobre a proposta de aquisição de 30% da Fire Point por US$ 760 milhões. A investidora seria uma empresa de defesa dos Emirados Árabes Unidos, segundo Shtilierman.

A imprensa ucraniana identifica o interessado como Edge Group, de Abu Dhabi. As empresas envolvidas não comentaram o assunto. O investimento viria junto a um projeto para um terminal de lançamento espacial nos Emirados, visando uma constelação de satélites em órbita baixa.

Independentemente do desfecho, a Fire Point afirma que não abrirá espaço para novos investidores até demonstrar sucesso com o sistema antimíssil. O foco permanece no FP7 como base tecnológica.

Paralelamente, a Fire Point recebe interesse de países do Golfo pela compra de drones de longo alcance. A empresa aguarda aprovação governamental para exportações, enquanto projeta exportar até 2.500 drones por mês.

A produção de mísseis Flamingo preocupa pela complexidade regulatória de exportação. A empresa planeja aumentar o volume do Flamingo com a entrada de um motor interno em massa em outubro e com uma nova fábrica de combustível na Dinamarca, prevista para o fim do ano. As aprovações regulatórias ainda estão pendentes.

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