- Autoridades sul-coreanas indicam que a Coreia do Norte tem se distanciado do Irã, seu parceiro de longa data.
- Segundo o Serviço Nacional de Inteligência de Seul, Pyongyang não enviou armas nem suprimentos a Teerã desde o início do conflito, nem fez condolências públicas pela morte de Ali Khamenei.
- O objetivo, dizem analistas, é preservar a possibilidade de reaproximação com os Estados Unidos no futuro.
- O professor Leonardo Trevisan afirma que a Coreia do Norte busca manter uma proximidade com o ex-presidente Donald Trump, sem sinalizar mudança brusca de posição.
- Mesmo assim, não há indicação de mudança na geopolítica, já que a Coreia do Norte continua a apoiar a Rússia no conflito com a Ucrânia.
Algumas autoridades sul-coreanas indicaram que a Coreia do Norte vem se distanciando do Irã, seu parceiro de longa data. A mudança ocorre em meio a um cenário de tensões com os Estados Unidos e após o início de conflitos regionais. O objetivo, segundo análise, é evitar críticas diretas a Donald Trump.
O Serviço Nacional de Inteligência de Seul aponta que Pyongyang não enviou armas ou suprimentos a Teerã desde o começo do conflito. Além disso, não houve condolências públicas pela morte do líder iraniano Ali Khamenei. A leitura é de que o regime pretende manter a possibilidade de retomar relações com Washington.
Contexto e leitura de especialistas
O professor Leonardo Trevisan, de relações internacionais, afirma que a Coreia observa a chance de manter proximidade com Trump, caso se apresente oportunidade. Segundo ele, essa estratégia não implica mudança radical na geopolítica, especialmente diante do apoio contínuo à Rússia no conflito com a Ucrânia.
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