- O Irã pediu aos EUA que responsabilizem o governo de Donald Trump pela chamada “guerra de agressão” contra o Irã.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que a operação é injusta e que o povo americano deve responsabilizar seu governo.
- O conflito no Oriente Médio teria começado em 28 de fevereiro, com ataque coordenado que, segundo o Irã, matou o líder supremo Ali Khamenei; os EUA dizem ter destruído navios, sistemas de defesa aérea e outros alvos militares.
- Em retaliação, o Irã atacou diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã; o Hezbollah também realizou ataques no Líbano.
- Após a morte de grande parte de sua liderança, o Irã elegeu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo; o ex-presidente Donald Trump classificou a mudança como grande erro.
O Irã pediu aos Estados Unidos que responsabilizem o governo de Donald Trump por supostos crimes, e classificou a atuação norte-americana como uma injustiça e uma guerra de agressão desleal contra o país. A cobrança foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, nesta segunda-feira.
Segundo Baghaei, o povo americano precisa reconhecer que as ações de seu governo no Oriente Médio violam normas internacionais e geram graves consequências para o Irã. O porta-voz destacou que Washington deve responder pelos atos praticados em nome dos EUA.
A fala foi feita em meio a um contexto de tensões entre Irã, EUA e aliados regionais, com ataques e resposta militar atribuídos a diferentes lados do conflito. Autoridades iranianas afirmam utilizar a retaliação para atingir interesses de Washington e de Israel na região.
Contexto regional
Os EUA e Israel mantêm ações contra o Irã, que, segundo relatos internacionais, iniciou ataques coordenados no fim de fevereiro. A agressão resultou em mortes de autoridades iranianas e danos a alvos militares, de acordo com autoridades americanas.
O Irã respondeu com ataques a múltiplos países da região, incluindo Emirados Árabes, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, segundo o governo iraniano. As autoridades destacam que o alvo são interesses dos EUA e de Israel.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, conforme a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA. A Casa Branca registrou dezenas de mortes de soldados americanos em ataques atribuídos ao Irã.
Liderança e desdobramentos
O conflito se estendeu ao Libano, com o Hezbollah atacando território israelense em resposta à morte de líderes iranianos. Em Israel, o governo informou que realizou ofensivas aéreas contra alvos do grupo apoiado pelo Irã.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã escolheu Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido Ali Khamenei, como novo líder supremo. Especialistas apontam continuidade na repressão, sem mudanças estruturais relevantes.
O ex-presidente Donald Trump reagiu à escolha, classificando a decisão como um grande erro e sugerindo que deveria ter participação no processo. A troca de mensagens políticas ocorreu em meio ao período de escalada regional.
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