- Um relatório da agência de inteligência da Ucrânia diz que a Rússia fornece suporte cibernético e imagens de espionagem ao Irã para aprimorar ataques no Oriente Médio.
- Desde o início da guerra na Ucrânia, Moscou e Teerã têm estreitado laços militares, com um tratado de parceria estratégica assinado em janeiro de 2025.
- O analista Vitelio Brustolin sugere que a suposta aproximação entre Rússia e Estados Unidos é, na prática, discurso; houve pouca mudança no alinhamento entre Moscou e Washington.
- O estudo aponta que os Estados Unidos também fornecem inteligência à Ucrânia, o que, segundo a avaliação, explica parte da cooperação entre Moscou e Teerã.
- Mesmo com Putin e Trump próximos, os dois países continuam considerados adversários em termos estratégicos.
A Ucrânia acusa Moscou de fornecer suporte cibernético e imagens de espionagem ao Irã, para aprimorar ataques no Oriente Médio. O relatório aponta participação russa em atividades de Teerã, sem detalhar operações específicas.
Segundo o documento divulgado pela agência de inteligência ucraniana, o apoio inclui ferramentas digitais e material de monitoramento. O objetivo seria fortalecer capacidades iranianas em conflitos regionais, ampliando o intercâmbio tecnológico entre Moscou e Teerã.
Desde o início da guerra na Ucrânia, Rússia e Irã têm estreitado laços militares e estratégicos. Em janeiro de 2025, Putin e o líder iraniano assinaram um tratado de parceria estratégica abrangente, segundo registros oficiais.
A análise ressalta que a relação entre Rússia e Irã ocorre em um contexto de rivalidade com os Estados Unidos, que também apoiam a Ucrânia com inteligência e recursos. O relatório sugere que o tom público de aproximação entre Moscou e Washington não reflete necessariamente a prática estratégica entre os países.
Contexto estratégico
A avaliação destaca que, apesar das declarações de aproximação, as potências continuam com posições opostas em diversos fronts geopolíticos. A Ucrânia afirma que o apoio russo ao Irã reforça o alinhamento regional contra interesses ocidentais, enquanto Washington mantém envio de inteligência à Ucrânia.
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