- O vice-ministro da Juventude e do Esporte do Irã convocou jovens para formarem uma “corrente humana” ao redor das usinas de energia do país.
- A mobilização está marcada para terça-feira, às 14h, ao longo de usinas elétricas em todo o território, com participação de pessoas de diferentes crenças e opiniões.
- A ação ocorre após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de bombardear a infraestrutura pública do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
- Trump afirmou, no fim de semana, que o Irã tinha até terça-feira, às 20h, para fechar um acordo.
- Contexto histórico: autoridades iranianas já foram acusadas de recrutamento de crianças-soldado, e houve apelo recente para voluntários, alguns com 12 anos, para o esforço de guerra, segundo a Anistia Internacional.
O vice‑ministro da Juventude e do Esporte do Irã convocou, nesta segunda-feira, jovens nacionais a formarem uma “corrente humana” ao redor das usinas de energia do país. A mobilização ocorre em resposta às ameaças de bombardear infraestrutura pública feitas pelos Estados Unidos.
A iniciativa busca mostrar oposição a ataques a infraestrutura, com participação de cidadãos de diferentes crenças e opiniões. A chamada enfatiza que atacar infraestrutura pública seria considerado crime de guerra.
O aviso foi feito para ocorrer amanhã, terça-feira, às 14h, ao redor de usinas elétricas em todo o território. A mobilização envolve trabalhadores, estudantes e a sociedade civil, segundo o governo iraniano.
Contexto e desdobramentos
As autoridades norte‑americanos tinham sinalizado a possibilidade de agir contra o Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto, aumentando a tensão regional. A gestão iraniana não detalhou como a ação seria organizada dentro do país.
Historicamente, o Irã tem sido acusado de violações do direito internacional humanitário no recrutamento de menores para atividades militares, especialmente durante a guerra Irã‑Iraque na década de 1980, quando dezenas de milhares de crianças foram mortas.
No fim do mês anterior, a Guarda Revolucionária chamou cidadãos voluntários para apoiar o esforço de guerra, incluindo jovens de apenas 12 anos, segundo a Anistia Internacional. A organização de direitos humanos destacou que essa prática contraria normas internacionais.
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