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Iranianos se reúnem em usinas próximo ao prazo marcado por Trump

À véspera do prazo de Trump, iranianos formam correntes humanas em usinas e pontes, evidenciando mobilização diante de ameaça de ataque

Iranianos protestaram em frente a uma usina na região de Kermanshah, no Irã
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  • O Irã convocou jovens, artistas e atletas para formarem correntes humanas em usinas de energia até o prazo imposto por Trump, nesta terça-feira.
  • Imagens mostram as correntes em usinas de Kermanshah e Tabriz, além de uma ponte em Ahvaz.
  • O vice-ministro dos Esportes, Alireza Rahimi, afirmou que atacar infraestrutura pública é crime de guerra.
  • O presidente Donald Trump afirmou que o Irã pode ser “eliminado em uma noite” se não chegar a acordo.
  • O Irã divulgou que milhões de pessoas teriam se voluntariado para lutar caso haja invasão, e a Guarda Revolucionária Islâmica disse ter ampliado ataques na região.

O Irã convocou cidadãos para formar correntes humanas em usinas de energia, em resposta às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, e ao prazo imposto para um acordo que encerre o conflito. A mobilização ocorreu nesta terça-feira, 7, em várias regiões do país.

A convocação partiu de Alireza Rahimi, vice-ministro dos Esportes do Irã, que pediu jovens, artistas e atletas para atuar na mobilização. Rahimi afirmou, em postagem publicada na rede social X, que ataques à infraestrutura pública são considerados crime de guerra e que a manifestação seria uma forma de resistência pacífica.

Imagens veiculadas pela Mehr mostram correntes humanas em usinas de Kermanshah e Tabriz, além de uma ponte em Ahvaz. As cenas reforçam a tentativa de demonstrar coesão nacional diante da pressão internacional.

Proteção de infraestrutura e voluntariado

Nesta terça, a televisão estatal iraniana informou que 14 milhões de pessoas se ofereceram para lutar caso haja invasão de território. O país, com cerca de 90 milhões de habitantes, também convocou soldados aposentados e abriu espaço para combatentes na Basij, milícia ligada à Guarda Revolostária Islâmica.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) elevou o tom contra os EUA e aliados, anunciando ações contra infraestruturas energéticas e destacando a possibilidade de impactos regionais caso Washington aplique novas medidas. O grupo afirmou ter ampliado ataques na chamada “onda 99” da operação Promessa Verdadeira 4, incluindo ações contra bases e interesses norte-americanos no Golfo Pérsico.

Segundo a IRGC, ataques teriam envolvido mísseis balísticos, de cruzeiro e drones, com consequências não especificadas para alvos na Arábia Saudita, Emirados e territórios palestinos. A organização também citou um navio porta-contêineres ligado a adversários próximos a Khor Fakkan, bem como ações contra uma posição de porta-aviões dos EUA no Oceano Índico.

Trump: ameaça de derrota rápida

Em entrevista na Casa Branca, Trump afirmou que o Irã pode ser derrotado rapidamente, descrevendo a hipótese de eliminação da nação em uma noite caso não haja acordo. A declaração intensificou o tom de escalada entre os dois países e manteve o debate sobre possíveis ações militares.

Fique atento às atualizações sobre o conflito no Irã e no Oriente Médio.

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