- O cessar-fogo de duas semanas entre EUA, Israel e Irã não inclui o Líbano, segundo o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
- Israel apoia a decisão de Trump de suspender ataques contra o Irã por duas semanas, desde que Teerã abra imediatamente o estreito e cesse ataques aos EUA.
- A posição israelense contrasta com a declaração do primeiro-ministro paquistanês, que ajudou a mediar o acordo, segundo a qual o Líbano estaria incluído; o presidente dos EUA não mencionou o Líbano.
- O Irã informou que as negociações com os EUA devem começar na sexta-feira, 10 de abril, em Islamabad.
- Contexto: enquanto ocorre a guerra entre Israel e o Irã, há uma ofensiva de Israel no sul do Líbano desde março, com pelo menos 1.530 mortos, incluindo 130 crianças, segundo o Ministério da Saúde libanês.
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou nesta quarta-feira que o Líbano não está incluído no cessar-fogo de duas semanas entre EUA, Israel e Irã. Israel apoia a suspensão dos ataques aos EUA por esse período, desde que o Irã abra o estreito e cesse ataques.
O comunicado, emitido pelo governo de Netanyahu, afirma que o cessar-fogo não abrange o Líbano e que a posição é a primeira declaração oficial do premiê após o anúncio do acordo.
A posição de Israel contrasta com a declaração do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que ajudou a mediar o acordo e disse que o Líbano estaria incluído. O presidente dos EUA, Donald Trump, não mencionou o Líbano.
O Irã informou que as negociações com os EUA devem começar na sexta-feira (10 de abril) em Islamabad, após o anúncio do cessar-fogo. O Paquistão atuou como mediador na mediação entre Washington e Teerã.
Contexto: enquanto negocia com os EUA, Israel manteve uma campanha militar no sul do Líbano desde o início de março, mirando militantes do Hezbollah. O Ministério da Saúde libanês informou que, desde 2 de março, ao menos 1.530 pessoas morreram no conflito, incluindo 130 crianças.
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