- Haddad afirmou que o fim da jornada com escala 6 X 1 beneficia principalmente as mulheres, e também o patrão por ter um empregado mais empenhado.
- O comentário foi feito durante ato pelo Dia do Trabalhador, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
- Ele disse que o tema deve ser votado no Legislativo, mesmo com as duas derrotas do governo Lula no Congresso.
- Sobre a taxa de juros, disse que não há necessidade de juro tão alto e culpou o entorno internacional, citando Trump como influenciador do patamar atual.
- Haddad criticou declarações de Aldo Rebelo, lamentando a trajetória dele e dizendo que ele se afastou de uma perspectiva anterior.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que o fim da jornada de trabalho com escala 6 X 1 beneficia principalmente as mulheres. O comentário ocorreu em ato pelo Dia do Trabalhador, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026.
Segundo Haddad, a medida também favorece os patrões, que teriam um empregado mais empenhado e produtivo. O petista destacou que a mudança atende a uma demanda da sociedade e deve ser votada pelo Legislativo, mesmo após as derrotas do governo Lula no Congresso.
O tema é acompanhado do debate sobre o cenário econômico. Haddad criticou o patamar da Selic, que segue em 14,50% ao ano, e disse que não há necessidade de juros tão altos no Brasil. Ele responsabilizou a situação global pela demora em cortes.
Jornada 6 X 1
Durante o ato, Haddad reiterou que é preciso separar as ações políticas da discussão sobre a jornada de trabalho. Ele argumentou que a mudança traz ganhos para trabalhadores e empresários, com resultados esperados em produtividade.
Ele mencionou ainda que a discussão estava há muito tempo em atraso e que a sociedade amadureceu para analisar os benefícios da mudança. Em paralelo, centrais sindicais promovem manifestações pelo país em apoio à medida.
Juros
O ex-ministro também comentou o cenário fiscal e monetário. O Banco Central reduziu a Selic, mas a taxa-base permanece elevada, mantendo cautela do Copom. Haddad disse que cortes adicionais deveriam ocorrer com sinalização clara.
Haddad citou impactos externos, atribuindo parte da situação ao que chamou de guerra econômica internacional. Ele avaliou que o ambiente global influencia decisões de política macroeconômica no Brasil.
Aldo Rebelo
O pré-candidato Aldo Rebelo foi alvo de críticas durante entrevista, com Haddad afirmando que Rebelo não comparou corretamente indicadores de crescimento entre governos. O ex-ministro disse lamentar a mudança de trajetória do colega.
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