- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que haverá muitas negociações antes do prazo de Trump para o Irã abrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar ataques a infraestrutura civil.
- Trump estabeleceu o prazo para as 20h (horário de leste dos EUA), 21h em Brasília, com ameaça de forte bombardeio caso não haja acordo.
- O presidente já havia adiado prazos anteriores e afirmou planos para atacar pontes, usinas de energia e outras infraestruturas iranianas, gerando controvérsia sobre crimes de guerra.
- O Irã respondeu com desconfiança, e um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores pediu aos EUA que assumam responsabilidade pela suposta guerra injusta; um comandante classificou as ameaças como infundadas.
- Mediadores como Paquistão, Egito e Turquia atuaram nas negociações, mas o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário de 45 dias e pediu o fim permanente da guerra.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou nesta terça-feira que haverá muitas negociações antes do prazo fixado pelo presidente Donald Trump para que o Irã abra o Estreito de Ormuz ou sofra ataques à infraestrutura civil. Vance sinalizou que o objetivo é chegar a um acordo aceitável, mesmo com a pressão de tempo.
Trump divulgou pela Truth Social uma mensagem agressiva sobre o desfecho do conflito, sugerindo graves consequências se o estreito não for reaberto. O tom do presidente inclui ameaças de ações contra infraestrutura iraniana, em meio a críticas sobre riscos de crimes de guerra.
O prazo final para abrir o estreito ou encerrar o conflito foi estipulado para as 20h do horário local dos EUA nesta terça-feira, com equivalente em Brasília. Até o momento, o governo americano mantém o prazo como decisivo, embora já tenha feito prazos semelhantes anteriormente.
No Irã, a resposta pública foi de desacordo com as ameaças. Um porta-voz militar classificou as declarações de Trump como infundadas e delirantes, prometendo resposta mais enérgica se ataques civis ocorrerem. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu consideração pelas ações do país.
Como seguem as negociações, dirigentes de terceiros países atuam como mediadores, entre eles Paquistão, Egito e Turquia. A CNN reportou que as negociações indiretas teriam entrado em uma fase crítica, com tentativas de um encontro presencial, ainda sem acordo.
Ameaças de destruição de infraestrutura civil foram alvo de debate jurídico, com especialistas destacando possíveis violações do direito humanitário. Analistas apontam que ataques a usinas e pontes podem configurar crime de guerra dependendo do contexto e da aplicação militar.
O Irã rejeitou propostas para um cessar-fogo temporário, apresentadas por países intermediários, defendendo uma suspensão permanente das hostilidades em consonância com seus próprios termos. O impasse marca uma das fases mais tensas da crise recente entre Washington e Teerã.
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