- O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamanei, está inconsciente, recebendo tratamento em Qom e não participa de decisões do regime, conforme o jornal The Times, com base em memorando diplomático e avaliações de inteligência israelense e americana.
- O The Times afirmou que as agências de inteligência israelenses e americanas já sabiam há semanas do paradeiro do filho do antigo líder, Ali Khamenei, que foi indicado como novo líder do Irã.
- O Irã pediu, nesta terça-feira, que jovens realizem “correntes humanas” ao redor de usinas de energia para evitar ataques dos Estados Unidos e de Israel, trecho veiculado pela televisão estatal com fala de Alireza Rahimi.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionou o reabertura do Estreito de Ormuz a um acordo até as nove da noite (horário de Brasília), sob ameaça de destruir o Irã caso não haja acordo.
- Em resposta, o Exército iraniano chamou as ameaças de delirantes; o prazo do ultimato norte-americano expira nesta terça, após quatro adiamentos desde o dia vinte e um de março.
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamanei, encontra-se inconsciente e recebendo tratamento médico na cidade de Qom, sem participação nas decisões do regime.
A informação é do jornal britânico The Times, que cita um memorando diplomático baseado em avaliações da inteligência israelense e norte-americana.
O texto também indica que as agências de inteligência de Israel e dos Estados Unidos já sabiam há algum tempo do paradeiro do filho do antigo líder, Ali Khamenei, apontado como novo líder do Irã há algumas semanas.
O Irã convocou jovens do país a realizarem correntes humanas ao redor das usinas de energia para impedir ataques patrocinados por EUA e Israel, segundo a televisão estatal.
A chamada foi feita por Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e da Adolescência, durante uma videochamada dirigida a estudantes, atletas, artistas, professores e a comunidade universitária. O objetivo é proteger o patrimônio nacional e manter as usinas como foco de resistência.
Ameaças e tensões em alta
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que destruiria o Irã caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até as 21h, no horário de Brasília. O corredor marítimo é crucial, pois representa cerca de 20% do petróleo mundial exportado.
Na véspera, governo americano e regime iraniano rejeitaram um plano de cessar-fogo proposto pelo Paquistão.
Em resposta, Trump disse que não teme ser acusado de crime de guerra por ataques a alvos civis, como usinas de energia. Argumentou que o próprio crime seria permitir que um país com líderes que considera dementes possuísse armas nucleares.
Em entrevista na Casa Branca, o presidente afirmou ainda que, se pudesse, tomaria o petróleo do Irã, mas reconheceu que os cidadãos americanos desejam encerrar o conflito.
Retaliação diplomática e posição iraniana
O Exército iraniano qualificou as ameaças de Trump de delirantes e afirmou que tais declarações não compensam a vergonha e a humilhação dos EUA na região.
O prazo para a eventual ação militar é apresentado como um ultimato, já adiado quatro vezes desde 21 de março. O contexto envolve tensões na região, com o Irã intensificando saídas e defesas energéticas.
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