- Navios da flotilha pró-palestina foram interceptados pela marinha de Israel em águas internacionais perto de Creta; até o momento, 22 embarcações já foram tomadas de quarto.
- Aproximadamente 175 ativistas de mais de vinte barcos foram detidos e estão sendo transportados a Israel, conforme o ministério das Relações Exteriores israelense; a operação ocorreu a cerca de 965 quilômetros de Gaza.
- A Global Sumud Flotilla afirmou que a ação é uma “pirataria” e que o grupo busca romper o bloqueio de Gaza, em uma operação que soma 58 embarcações vindas de Espanha, França e Itália.
- Até agora, o restante da flotilha permanece próxima à costa sudoeste de Creta, com relatos de interrupção de comunicações e abordagens pelas forças israelenses.
- Israel afirma que as ações obedecem ao direito internacional e que a flotilha era uma provocação sem fins humanitários; a organização acusou Israel de sequestrar civis no mar.
A flotilha Global Sumud Flotilla (GSF), com o objetivo de levar ajuda humanitária a Gaza, foi interceptada pela Marinha de Israel em águas internacionais perto da ilha grega de Creta. Até o momento, cerca de 175 ativistas de mais de 20 barcos foram detidos e estão sendo transportados para Israel. O evento ocorreu em 30 de abril de 2026, durante a ação de bloqueio naval em torno de Gaza.
Segundo a GSF, a interceptação ocorreu 965 km (600 milhas) de Gaza, local onde o bloqueio israelense está em vigor. A organização chamou o fato de pirataria e afirmou que os ocupantes dos barcos foram capturados de forma ilegal. Dados de rastreamento indicam que 36 embarcações ainda seguiam próximas à costa sudoeste de Creta.
A flotilha saiu há duas semanas, reunindo 58 barcos de Espanha, França e Itália com destino a Gaza. Em nota divulgada, a GSF informou que, até 04:30 GMT, pelo menos 22 barcos foram tomados pela força, violando o direito internacional. Alega ainda que as forças israelenses interceptaram, bloquearam comunicações de socorro e sequestraram civis.
Israel rebateu as acusações, afirmando que alertou as embarcações a se retirarem e que assumiu o controle daquelas que não obedeceram. O Ministério das Relações Exteriores israelense divulgou um vídeo que, segundo o governo, mostra os ativistas detidos seguindo em navios israelenses de forma pacífica.
Israel sustenta que as ações estão em conformidade com o direito internacional. Em ataque anterior à flotilha, o governo disse que o objetivo era provocar sem entregar ajuda humanitária e que Hamas estaria por trás da operação, para desviar do processo de paz ligado ao governo dos EUA.
Repercussões e contexto
O governo israelense informou que a flotilha anterior, organizada pela mesma rede, foi impedida em outubro passado, com mais de 470 pessoas detidas a bordo, incluindo a ativista Greta Thunberg. A compatibilidade com acordos internacionais continua sob avaliação de autoridades e organizações internacionais.
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