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Líderes paquistaneses que ajudaram a mediar cessar-fogo EUA-Irã

Paquistão, por meio de Sharif e Munir, media cessar-fogo entre EUA e Irã com suspensão dos ataques por duas semanas e negociações em Islamabad

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif
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  • O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, apresentou a proposta de cessar-fogo aceita pelos Estados Unidos e pelo Irã, válido por duas semanas, com negociações marcadas em Islamabad.
  • O Paquistão tem se posicionado como mediador no conflito, aproveitando relações estáveis com Washington e Teerã e a proximidade fronteiriça entre os países.
  • Sharif pediu a extensão do prazo a Donald Trump e a reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas para manter o cessar-fogo durante as negociações.
  • O chefe do Exército paquistanês, marechal Asim Munir, conduziu as discussões diretas, segundo uma fonte da CNN, e foi citado por Trump no anúncio do cessar-fogo.
  • O anúncio de cessar-fogo imediato foi feito após conversas entre Sharif, Munir e as lideranças dos EUA e do Irã, com o objetivo de facilitar uma solução diplomática.

O Paquistão atuou como mediador em um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif na terça-feira e aceita pelos dois países, com suspensão dos ataques por duas semanas. Islamabad sediará negociações para resolver as disputas.

O acordo prevê um intervalo de duas semanas de cessar-fogo, para que as partes avancem em diálogo diplomático. Sharif destacou o gesto como sensato e convidou Washington e Teerã a participarem de negociações em Islamabad, na sexta-feira subsequente, a fim de buscar uma solução duradoura.

Shehbaz Sharif, eleito pela segunda vez em 2024, tem papel central na política paquistanesa e já liderou o país entre 2022 e 2023. O premiê integra a dinastia Sharif, ligada ao Partido da Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N). Sua atuação como mediador é parte de uma estratégia de manter relações estáveis com EUA e Irã.

Asim Munir, chefe do Exército paquistanês, conduziu diretamente as discussões, segundo informações de fontes próximas citadas pela imprensa. O militar foi citado pelo próprio ex-presidente norte-americano Donald Trump ao anunciar o cessar-fogo, ressaltando a abertura do Estreito de Ormuz como condição para a suspensão.

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