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Mais de 180 mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo em 10 dias, diz a OIM

Mais de 180 mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo em dez dias; IOM registra 990 mortes em 2026, com o Central Mediterrâneo como o corredor mais letal

Italian Coast Guard rescue boat at dock in the southern island of Lampedusa, disembarks those rescued from a dinghy at about 80 nautical miles from Lampedusa, 1 April 2026
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  • Desde 28 de março, ao menos cento e oitenta e um migrantes morreram ou estão desaparecidos em cinco naufrágios no Mar Mediterrâneo, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
  • No ano, cerca de setecentos e sessenta e cinco mortos ocorreram no Mediterrâneo central, alta superior a cento e cinquenta por cento em relação ao mesmo período de 2025.
  • No total, já foram registrados pelo menos novecentos e noventa mortos no Mediterrâneo em 2026.
  • Entre os desdobramentos recentes, em 30 de março houve naufrágio próximo a Sfax, na Tunísia, com dezenove mortos e cerca de vinte desaparecidos; em 28 de março, pelo menos vinte e dois morreram perto de Creta, após saída da Líbia. Em 1º de abril, pelo menos dezenove migrantes morreram perto de Lampedusa e outros dezenove morreram no mar Egeu, próximo a Bodrum, na Turquia.
  • A OIM afirma que essas tragédias mostram a necessidade de impedir traficantes, ampliar vias seguras e manter o salvamento de vidas como prioridade.

Mais de 180 pessoas estão temidas mortas ou desaparecidas em naufrágios no Mediterrâneo nas últimas 10 dias, informou a Organização Internacional para as Migrações (IOM) nesta terça-feira. A agência aponta que quase 1.000 mortes foram registradas desde o início de 2026.

Segundo a IOM, cerca de 765 pessoas morreram neste ano no Mar Central, aumento de mais de 150% na comparação com o mesmo período de 2025. Em toda a região do Mediterrâneo, pelo menos 990 óbitos foram registrados até agora em 2026.

Desdobramentos recentes indicam cinco naufrágios desde 28 de março, com pelo menos 181 mortos ou ausentes. O episódio mais recente ocorreu no domingo, quando uma embarcação com mais de 120 migrantes virou no Mar Central, após sair de Tajoura, Líbia. Trinta e dois sobreviventes foram resgatados.

Ao menos duas vítimas foram recuperadas após o naufrágio, e a guarda costeira italiana levou os sobreviventes para Lampedusa. Um navio mercante e um rebocador auxiliaram no resgate. O barco acabou inundando em condições climáticas adversas.

Outro naufrágio ocorreu em 1º de abril, próximo a Lampedusa, com pelo menos 19 migrantes mortos. Sessenta e oito pessoas foram resgatadas, entre elas mulheres e crianças, algumas em estado crítico. Testemunhos iniciais indicam que a embarcação partiu de Zuara, Líbia, entre 28 e 29 de março.

Ainda em 1º de abril, pelo menos 19 migrantes morreram no mar Egeu, perto de Bodrum, na Turquia, após um bote de borracha afundar durante a rota para a Grécia. Várias pessoas foram resgatadas.

A IOM também informou um naufrágio em 30 de março, perto de Sfax, naTunísia, com 19 mortos e cerca de 20 desaparecidos, além de outro em 28 de março, perto de Creta, onde pelo menos 22 pessoas morreram após partir do leste da Líbia.

Contexto e caminhos perigosos

Entre 2014 e o fim de 2025, mais de 33 mil migrantes morreram ou sumiram no Mediterrâneo, conforme o Missing Migrants Project da IOM. A instituição reforça a necessidade de ações coordenadas para evitar travessias arriscadas, combater o tráfico e ampliar vias seguras e regulares.

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