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Nigéria: 12 cristãos mortos em ataques a cultos de Páscoa

Doze mortos em Kaduna e dezessete em Benue, ataques coordenados a cultos de Páscoa geram sequestros e destruição em regiões da Nigéria

Nigéria: 12 cristãos são mortos em ataques a cultos de Páscoa
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  • Domingo de Páscoa, 5 de abril, ataques coordenados atingiram comunidades cristãs em Kaduna e Benue, Nigéria, deixando mortos, feridos e dezenas de pessoas sequestradas.
  • Em Ariko, no condado de Kachia (Kaduna), homens armados identificados como fulanis invadiram igrejas durante cultos, resultando em 12 mortos e sequestrando moradores.
  • Testemunhas disseram que os ataques ocorreram de forma simultânea a diferentes templos e que, após a intervenção militar, foram encontrados mais corpos.
  • Em Jande, no condado de Gwer East (Benue), 17 cristãos morreram durante o ataque na madrugada; moradores relatam desaparecimentos e destruição de residências.
  • O governador de Benue, Hyacinth Alia, classificou o episódio como hediondo; dados da Portas Abertas indicam que a Nigéria tem o maior número de mortes de cristãos no mundo entre outubro de 2024 e setembro de 2025.

Dois ataques, ocorridos no Domingo de Páscoa, 5 de abril, atingiram comunidades cristãs na Nigéria, deixando mortos, feridos e dezenas de sequestrados. Os ataques ocorreram nos estados de Kaduna e Benue, mobilizando autoridades locais e moradores.

Em Kaduna, moradores relataram que homens armados invadiram Ariko, no condado de Kachia, durante cultos. Fiéis de igrejas evangélicas e católicas foram atingidos por disparos; ao menos 12 pessoas morreram e várias ficaram desaparecidas. Testemunhas disseram que as ações ocorreram de forma coordenada em diferentes templos. O grupo envolvido foi descrito como numeroso.

No Benue, o ataque atingiu a aldeia de Jande, no condado de Gwer East, na mesma data. Ao menos 17 cristãos morreram e moradores relataram diversos disparos, explosões e destruição de residências. Várias pessoas continuam desaparecidas, possivelmente sequestradas pelos aggressor(es). O governador Hyacinth Alia classificou o episódio como hediondo.

Contexto e dados

Relatos citam que parte da violência envolve milícias armadas associadas a ideologias extremistas, embora a maioria dos fulanis não compartilhe dessas posições. Estudo do APPG aponta adoção de táticas similares às de Boko Haram e ISWAP por alguns grupos, com foco em ataques a comunidades cristãs. Dados da Portas Abertas situam a Nigéria como o país com o maior número de mortes de cristãos, entre 2024 e 2025, com 3.490 óbitos, cerca de 72% do total global.

Líderes locais destacam que disputas por terra e recursos naturais agravam o cenário, sobretudo em áreas afetadas pela desertificação. A presença de grupos armados em regiões com controle estatal limitado eleva ataques, sequestros e deslocamentos. Autores locais têm enfatizado a necessidade de cooperação entre forças de segurança e comunidades para prevenir novas ocorrências.

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