- África do Sul tem três capitais: Cidade do Cabo (legislativo), Pretória (executivo) e Bloemfontein (judiciário).
- Burundi tem duas: Gitega (capital política) e Bujumbura (capital econômica).
- Bolívia tem duas: La Paz (capital administrativa) e Sucre (capital constitucional e do judiciário).
- Países Baixos têm duas: Amsterdam (capital constitucional e cultural) e Haia (capital administrativa e sede do governo).
- Chile tem duas: Santiago (capital administrativa e sede do Executivo) e Valparaíso (congresso).
No mundo, a maioria dos países tem uma capital única para concentrar as atividades federais. No Brasil, Brasília é a capital federal desde 1960, criada sob a supervisão de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.
Contudo, há nações que adotam mais de uma capital, seja para dividir poderes entre Executivo, Legislativo e Judiciário, ou para valorizar regiões distintas. A seguir, exemplos conhecidos e as razões históricas por trás de cada caso.
Exemplos internacionais
África do Sul — três capitais: Cidade do Cabo (Legislativo), Pretória (Executivo) e Bloemfontein (Judiciário). A divisão surgiu da fusão de antigas regiões, buscando equilíbrio entre poderes.
Burundi — duas capitais: Gitega (política) e Bujumbura (econômica). A mudança foi anunciada em 2018, com formalização parlamentar em 2019.
Bolívia — duas capitais: La Paz (administração) e Sucre (constitucional/Judiciário). Votação histórica definiu o status dual.
Países Baixos — duas capitais: Amsterdã (conserva a capital constitucional) e Haia (governo, residência real). A divisão se consolidou no século XVIII.
Chile — duas capitais: Santiago (execução) e Valparaíso (Congresso). A mudança visou descentralizar o poder após a ditadura.
Montenegro — duas capitais: Cetinje (histórica) e Podgorica (oficial). A independência em 2006 consolidou o reconhecimento de ambas.
Malásia — duas capitais: Kuala Lumpur (capital administrativa) e Putrajaya (sede do governo federal desde 1999).
Sri Lanka — duas capitais: Colombo (econômica/administrativa) e Sri Jayewardenepura Kotte (Legislativo). Parlamento transferido em 1982.
Eswatini (Suazilândia) — duas capitais: Mbabane (administrativa) e Lobamba (legislativa e residência real). A divisão acompanha tradições locais e estruturas de poder.
Costa do Marfim — duas capitais: Yamoussoukro (capital oficial) e Abidjan (capital administrativa). Mudança promovida pelo primeiro presidente para estimular o interior.
Benim — duas capitais: Porto-Novo (capital constitucional) e Cotonou (capital econômica e administrativa). A configuração persiste desde a independência.
Outros casos em pauta incluem República Tcheca, Coreia do Sul e Iêmen, com nuances entre capital constitucional e de fato. Em algumas situações, a Palestina tem Jerusalém como capital constitucional, mas a governança está consolidada em Ramala.
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