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Robô de combate russo opera sob controle remoto sem intervenção humana

Rússia testa o Kurier, morteiro autônomo que recarrega e dispara sem intervenção humana, evidenciando uso de robôs no conflito com a Ucrânia

Novo robô russo é conhecido como Kurier
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  • A Rússia testou o robô Kurier, com morteiro de disparo rápido capaz de recarregar e atirar de forma automatizada, sem intervenção humana, com ciclo de recarga de cerca de cinco segundos.
  • O equipamento funciona remotamente no campo de batalha e já foi mostrado em vídeo disparando projéteis de morteiro de 82 mm contra um alvo distante.
  • Além do Kurier, a Rússia passou a usar o sistema Omich; rodam transporte de soldados e suprimentos. Na Ucrânia, há plataformas como THeMIS (quinze unidades fornecidas pela Estônia) e o Droid TW 12.7 com metralhadora operada à distância.
  • A guerra entre Rússia e Ucrânia voltou a atingir áreas urbanas, com drone explodindo sobre prédio em Kharkiv e ataques russos ao porto de Odessa, deixando mortes, danos a imóveis e energia desligada para centenas de milhares.
  • A ausência de operadores humanos para ataques com o Kurier ilustra a ampliação do uso de robôs autônomos no front, conforme o conflito se estende desde dois mil e vinte e dois.

O Exército russo testa um robô de morteiro capaz de recarregar e disparar sem intervenção humana. O dispositivo, conhecido como Kurier, opera em campo de forma automatizada, com recarga concluída em cerca de cinco segundos após cada disparo. O lançamento ocorreu durante fase experimental em território russo, com vídeos que circulam nas redes sociais.

O Kurier é compacto, utiliza esteiras e dispara projéteis de morteiro de 82 mm. Após cada descarga, um braço mecânico insere novosProjéteis no tubo, mantendo o ciclo de disparo sem presença de operadores no local. O sistema foi concebido para operar remotamente no campo de batalha.

Desempenho e contexto tecnológico

A máquina demonstra capacidade de recarregar e atirar autonomamente, sem necessidade de supervisão humana. Especialistas destacam que, embora em estágio experimental, o desenvolvimento ressalta a aposta de Moscou na automação para operações de combate.

Na prática, o uso de robôs de apoio direto às tropas tem ganhado espaço desde o início da guerra, em 2022. Países próximos, como a Ucrânia, já utilizam plataformas robóticas para logística, evacuação de feridos e reabastecimento, fortalecendo a integração entre forças.

Impactos na escalada do conflito

A guerra voltou a alcançar áreas urbanas na segunda-feira, com drones atingindo um prédio residencial em Kharkiv. Em resposta, ataques com drones também foram lançados contra a Rússia.

Além disso, ataques russos atingiram o maior porto ucraniano de Odessa, danificando estruturas críticas e deixando dezenas de milhares sem energia. O saldo parcial aponta para dezenas de imóveis danificados, centenas de residências sem eletricidade e várias pessoas feridas, entre elas uma criança.

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