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Sarkozy mantém inocência em julgamento sobre financiamento de eleição na Líbia

Sarkozy sustenta inocência em apelação sobre caso de financiamento líbio, dizendo que nenhum recurso da Líbia financiou sua campanha de 2007

Former French President Nicolas Sarkozy arrives at the appeals courthouse in Paris, 7 April, 2026
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  • O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy manteve a inocência em tribunal de apelação em Paris, sobre a condenação por conspiração envolvendo suposto financiamento de Gaddafi para a campanha de 2007.
  • Ele foi condenado a cinco anos de prisão pela suposta participação no esquema e chegou a ficar vinte dias preso antes de obter liberdade provisória durante o recurso.
  • A apelação reavalia toda a evidência e testemunhos contra Sarkozy e mais nove réus, incluindo três ex-ministros.
  • Acompanhou o marido, Carla Bruni-Sarkozy, em audiência; o processo deve seguir até 3 de junho, com veredito em data posterior.
  • Famílias de vítimas de ataques aéreos franceses manifestaram preocupação com possíveis promessas feitas a um aliado de Gaddafi, relacionadas ao caso.

Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, manteve a inocência em audiência de apelação em Paris nesta terça-feira, contestando a condenação por conspiração criminal. O caso envolve suposto financiamento de campanha a partir de fundos do governo do líder líbio Muammar Gaddafi, durante a eleição de 2007. Sarkozy afirmou não ter recebido nem utilizado dinheiro líbio para a campanha.

O julgamento de apelação, com duração prevista de 12 semanas, reavê as evidências e testemunhos contra Sarkozy e outros 9 réus, incluindo três ex-ministros. A defesa sustenta que não houve financiamento ilícito e que as acusações teriam motivações políticas. Sarkozy esteve preso por 20 dias antes de conseguir liberdade mediante recurso.

Carla Bruni-Sarkozy, esposa do ex-presidente, acompanhou a audiência, que foca o papel de Sarkozy como candidato e, posteriormente, como presidente (2007-2012). A família do casal esteve presente, em meio a críticas de vítimas de ataques aéreos ocorridos na década de 1980 envolvendo a Líbia.

Provas e defesa

O Ministério Público financeiro acusa Sarkozy de prometer abrir o mandado de prisão contra Abdullah al-Senoussi, irmão do líder líbio, em troca de financiamento. Sarkozy nega as acusações, afirmando não ter atuado em benefício de Senoussi e alegando ter agido para defender interesses franceses.

O ex-ministro do Interior, Sarkozy já havia se encontr ado com Gaddafi em 2005, em Trípoli, conforme relatos citados no processo. A defesa destaca que o foco é reavaliar as provas ao longo de 12 semanas de julgamento.

Contexto histórico do caso

O processo ocorre em meio a denúncias de descontentamento de familiares de vítimas de ataques de 1988 e 1989 ligados à Líbia, que questionam promessas feitas em troca de apoio a Sarkozy. Em 2012, Sarkozy foi condenado por financiamento ilegal de campanha, em outro processo, com pena de detenção em liberdade condicional.

O julgamento no tribunal de apelação de Paris deve terminar até 3 de junho, com a divulgação do veredito em data posterior.

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