- O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy manteve a inocência em tribunal de apelação em Paris, sobre a condenação por conspiração envolvendo suposto financiamento de Gaddafi para a campanha de 2007.
- Ele foi condenado a cinco anos de prisão pela suposta participação no esquema e chegou a ficar vinte dias preso antes de obter liberdade provisória durante o recurso.
- A apelação reavalia toda a evidência e testemunhos contra Sarkozy e mais nove réus, incluindo três ex-ministros.
- Acompanhou o marido, Carla Bruni-Sarkozy, em audiência; o processo deve seguir até 3 de junho, com veredito em data posterior.
- Famílias de vítimas de ataques aéreos franceses manifestaram preocupação com possíveis promessas feitas a um aliado de Gaddafi, relacionadas ao caso.
Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, manteve a inocência em audiência de apelação em Paris nesta terça-feira, contestando a condenação por conspiração criminal. O caso envolve suposto financiamento de campanha a partir de fundos do governo do líder líbio Muammar Gaddafi, durante a eleição de 2007. Sarkozy afirmou não ter recebido nem utilizado dinheiro líbio para a campanha.
O julgamento de apelação, com duração prevista de 12 semanas, reavê as evidências e testemunhos contra Sarkozy e outros 9 réus, incluindo três ex-ministros. A defesa sustenta que não houve financiamento ilícito e que as acusações teriam motivações políticas. Sarkozy esteve preso por 20 dias antes de conseguir liberdade mediante recurso.
Carla Bruni-Sarkozy, esposa do ex-presidente, acompanhou a audiência, que foca o papel de Sarkozy como candidato e, posteriormente, como presidente (2007-2012). A família do casal esteve presente, em meio a críticas de vítimas de ataques aéreos ocorridos na década de 1980 envolvendo a Líbia.
Provas e defesa
O Ministério Público financeiro acusa Sarkozy de prometer abrir o mandado de prisão contra Abdullah al-Senoussi, irmão do líder líbio, em troca de financiamento. Sarkozy nega as acusações, afirmando não ter atuado em benefício de Senoussi e alegando ter agido para defender interesses franceses.
O ex-ministro do Interior, Sarkozy já havia se encontr ado com Gaddafi em 2005, em Trípoli, conforme relatos citados no processo. A defesa destaca que o foco é reavaliar as provas ao longo de 12 semanas de julgamento.
Contexto histórico do caso
O processo ocorre em meio a denúncias de descontentamento de familiares de vítimas de ataques de 1988 e 1989 ligados à Líbia, que questionam promessas feitas em troca de apoio a Sarkozy. Em 2012, Sarkozy foi condenado por financiamento ilegal de campanha, em outro processo, com pena de detenção em liberdade condicional.
O julgamento no tribunal de apelação de Paris deve terminar até 3 de junho, com a divulgação do veredito em data posterior.
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