- Bradesco reduziu a projeção do dólar para o fim de 2026, indicando retorno a R$ 5,00, em vez de R$ 5,35.
- A projeção para 2027 permanece inalterada, sugerindo uma visão mais favorável ao real nos próximos anos.
- A instituição elevou a estimativa da Selic no fim de 2026, de 12,50% para 12,75% ao ano.
- A leitura é de que investidores têm voltado a olhar para emergentes, apoiando entrada de capital no Brasil e pressionando o dólar para baixo.
- O cenário depende de fatores como preço do petróleo, fluxo para emergentes, política fiscal brasileira e ritmo de cortes da Selic.
O Bradesco revisou suas projeções para o câmbio e a política monetária brasileira. A instituição agora aponta o dólar em 2026 a R$ 5,00, frente a R$ 5,35 previstos anteriormente. A mudança também impacta a estimativa para 2027, mantendo a visão favorável ao real.
A projeção para a Selic também subiu, indo a 12,75% ao fim de 2026, ante 12,50% anteriormente. O ajuste reflete incertezas globais, mas sinaliza ambiente com juros ainda elevados no Brasil.
Dólar em 2026: Bradesco reduz projeção para R$ 5
O relatório aponta que o cenário para moedas de emergentes ficou mais positivo. Investidores globais passaram a olhar com maior atenção para esse conjunto de economias, incluindo o Brasil, o que pode atrair capital e pressionar o dólar para baixo.
A visão é de fluxo internacional voltado a emergentes, com rotação de investimentos que busca alternativas aos EUA. Esse movimento favorece a valorização de moedas locais, entre elas o real.
Real pode ganhar força com fluxo para emergentes
A valorização do real estaria associada ao retorno de emergentes ao radar dos investidores. Com maior fluxo para ativos brasileiros, a oferta de dólar pode aumentar e conduzir a queda da cotação frente ao real.
Além disso, o Bradesco sustenta que a moeda americana não deve permanecer em forte ganho, diante de fatores como ambiente fiscal, agenda tarifária e sinais de enfraquecimento institucional nos EUA.
Petróleo e balança comercial
Outro fator positivo para o real é a valorização do petróleo. Como o Brasil é exportador relevante, preços mais altos podem ampliar a entrada de dólares e melhorar a balança comercial, fortalecendo o câmbio brasileiro.
O aumento de preços e volumes exportados de petróleo, conforme o cenário descrito, atua como impulso ao câmbio.
Selic em 2026: banco eleva projeção para 12,75%
Mesmo com tom mais otimista para o câmbio, o Bradesco adota postura mais conservadora para juros. A instituição projeta a Selic em 12,75% ao fim de 2026, refletindo riscos inflacionários e tensões globais.
Essa visão sustenta a possibilidade de o Copom manter cortes graduais, sem acelerar o ritmo de redução enquanto persistirem riscos externos.
O que pode mudar a trajetória do dólar?
A trajetória do dólar a R$ 5 depende de fatores como a política fiscal americana, o fluxo para emergentes, o preço do petróleo e o ritmo de cortes da Selic. Cenários externos mais adversos podem pressionar o real.
Por outro lado, fluxo contínuo para emergentes e balança comercial sólida podem manter parte da valorização do real prevista pelo Bradesco.
Impacto no dia a dia
Um dólar mais baixo pode reduzir custos de importação para empresas e baratear viagens e produtos importados para consumidores. Exportadores, porém, podem sentir impacto por receita convertida em reais, conforme estruturas de hedge.
A visão do banco reforça que o câmbio segue volátil e sujeito a mudanças rápidas diante de mudanças no cenário global.
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