- Macron condenou os ataques “indiscriminados” de Israel no Líbano e afirmou ter conversado com o presidente e o primeiro-ministro do Líbano.
- A França expressou total solidariedade diante dos ataques, que Israel diz ter visado mais de 100 centros de comando e instalações do Hezbollah, apoiado pelo Irã.
- O presidente francês disse que esses ataques ameaçam a sustentabilidade do cessar-fogo e que o Líbano deve ficar plenamente incluído no acordo.
- Disse ter enviado mensagens semelhantes ao presidente do Irã e ao presidente dos Estados Unidos, ressaltando que aceitar o cessar-fogo foi a melhor opção e deve ser respeitado por todos os beligerantes.
- A Casa Branca informou que, conforme declaração da porta-voz, o presidente Donald Trump afirmou que os aliados da Otan foram testados e falharam quando ele lançou uma guerra com o Irã.
O presidente da França, Emmanuel Macron, denunciou nesta quarta-feira ataques israelenses no Líbano como indiscriminados, e reiterou a solidariedade francesa diante das mortes ocorridas. O anúncio ocorreu após ele conversar com autoridades libanesas e acompanhar de perto a situação na região.
Macron informou ter conversado com o presidente e o primeiro-ministro do Líbano, destacando a necessidade de incluir totalmente o país no acordo de cessar-fogo. Segundo ele, as ofensivas visam mais de 100 centros de comando e instalações do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, e representam uma ameaça direta à estabilidade do acordo.
O presidente francês também mencionou ter encaminhado mensagens semelhantes ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e ao presidente dos EUA, Donald Trump. A ideia central, segundo Macron, é que a decisão de aceitar o cessar-fogo tenha sido a melhor possível e que o cumprimento por todos os beligerantes seja essencial para a credibilidade e durabilidade do acordo.
Contexto
Trump afirmou que aliados da OTAN foram testados e falharam em apoio aos EUA em um conflito envolvendo o Irã, conforme divulgação da Casa Branca. Não houve menção a mudanças formais na política externa francesa, apenas o reiterado apelo ao respeito ao cessar-fogo por todas as partes envolvidas.
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