- Milícia apoiada pelo Irã no Iraque ameaçou retomar ações contra Israel, após ataques de Israel no Líbano que deixaram 254 mortos e 837 feridos, segundo autoridades libanesas.
- O líder Akram al-Kaabi afirmou que a Frente de Resistência retornará para disciplinar o inimigo com força, acusando Israel de violar promessas e agir com traição.
- O comunicado não especificou quais ações poderiam ocorrer nem definiu um cronograma.
- Em meio ao contexto, EUA e Irã chegaram a um acordo para um cessar-fogo de duas semanas; Netanyahu disse estar pronto para retomar o combate se necessário.
- O primeiro-ministro afirmou que o cessar-fogo não encerra a campanha contra o Irã e ressaltou que objetivos, incluindo a remoção de urânio enriquecido, podem ser buscados por acordo ou pela retomada dos ataques; o cessar-fogo não inclui ataques contra o Hezbollah no Líbano.
O grupo Harakat Hezbollah al-Nujaba, milícia iraquiana apoiada pelo Irã, ameaçou retomar ações contra Israel após ataques no Líbano. A comunicação chegou após a confirmação de um cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, na terça-feira 7, e diante de ataques israelenses que deixaram centenas de mortos e feridos no Líbano.
A nota da milícia acusa Israel de violar promessas e atacar civis no Líbano, prometendo retomar a disciplina de Israel com força. O grupo, que integra a rede de facções alinhadas ao Irã, não detalha ações ou cronograma futuros.
Segundo autoridades libanesas, os ataques de Israel no Líbano provocaram pelo menos 254 mortes e 837 feridos. O texto não especifica a natureza exata das ações ameaçadas pela milícia iraquiana.
Repercussões e contexto geopolítico
Israel tem como objetivo alcançar novas pautas contra o Irã, conforme discurso do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Ele afirmou que o cessar-fogo entra em vigor em coordenação com Israel e que o país pode retomar as ações a qualquer momento.
Netanyahu destacou que o acordo é uma pausa estratégica, sem sinalizar o fim da campanha contra o Irã. O premiê também disse que o Irã entraria nas negociações em posição debilitada, e que o país deverá abandonar o urânio enriquecido por meio do acordo ou da retomada de combates.
O líder israelense ressaltou que o cessar-fogo não abrange possíveis ataques contra o Hezbollah no Líbano. A declaração ocorreu em meio a avaliações sobre próximos passos no conflito regional e a dinâmica entre EUA, Irã e aliados.
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