- O governo da Nigéria abriu processo contra nove suspeitos no Tribunal Federal de Abuja, relacionado ao massacre de Yelwata, em Benue, em 2025.
- O ataque resultou em cerca de 150 mortes, em sua maioria cristãos, durante confrontos entre pastores Fulani muçulmanos e outros grupos por terra, religião e etnia.
- Uma equipe forense exumou 105 corpos de covas coletivas para embasçar as acusações.
- moradores e líderes religiosos aguardam ações mais firmes do governo e temem que a morosidade da justiça e políticas frouxas prejudiquem as vítimas.
- Apesar da pressão internacional, os ataques continuam em várias regiões, com novos incidentes relatados nos meses seguintes.
O governo da Nigéria abriu processo contra nove suspeitos ligados ao massacre de Yelwata, ocorrido em 13 de junho de 2025, em Benue. O ataque, atribuído a milicianos Fulani, ceifou cerca de 150 vidas, a maioria cristãs, e forçou dezenas a fugir para abrigos improvisados.
Julius Joor, chefe da vila, descreveu que os agressores cercaram Yelwata, atiraram, incendiaram casas e expulsaram moradores. Enquanto o fogo consumia imóveis, muitos buscaram proteção no abrigo da escola primária que também abriga deslocados.
Achin Mathias, sobrevivente, disse ter corrido para a igreja de St. Joseph, próximo a um acampamento militar, onde a área não foi atacada. Ele afirmou que o ataque verificou-se após contínuas tentativas de deslocamento de pessoas para a região.
Pouco tempo depois, a violência voltou a mobilizar autoridades e comunidades locais. Em entrevistas, líderes religiosos e políticos criticaram a morosidade da resposta governamental e a impunidade associada aos ataques aos cristãos e a comunidades diversas.
No dia 1º de fevereiro, quase sete meses após o ataque, o governo federal levou à Justiça nove suspeitos no Federal High Court, em Abuja. Em seguida, uma equipe forense foi enviada a Benue para investigar e exumar 105 corpos de covas comuns, reunindo evidências para o processo.
Mesmo com a abertura de ações legais, moradores de Yelwata permanecem cautelosos. Eles destacam que a responsabilização não encerra a violência nem garante reparação às vítimas.
Aproximações diplomáticas e pressionamento internacional destacam a necessidade de ação firme contra o extremismo, em meio a ataques que continuam a ocorrer em diferentes regiões do país. As autoridades asseguram que as investigações prosseguem e que novas informações devem embasar futuras etapas do caso.
Joor frisou que a comunidade espera que o andamento do processo se traduza em justiça efetiva e proteção contínua, para que danos e perdas não fiquem sem devidos esclarecimentos. Mathias acrescentou a esperança de que a responsabilização seja acompanhada por medidas concretas de prevenção.
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