- Trump concordou em suspender ataques ao Irã por duas semanas, mas sai enfraquecido politicamente.
- A professora Ana Carolina Marson, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, aponta que a baixa popularidade e o conflito podem atrapalhar as eleições de meio mandato.
- A mudança de tom de Trump, de duras ameaças a um cessar-fogo bilateral, é vista como tentativa de melhorar a imagem junto ao eleitorado.
- Pesquisas já indicam baixa popularidade do presidente e tendência de derrota dos republicanos em ao menos uma casa do Congresso.
- A especialista ressalta que objetivos de Trump foram inconsistentes durante o conflito e que um acordo definitivo é improvável, com o Irã buscando garantias de paz.
O presidente dos Estados Unidos concordou em suspender ataques ao Irã por duas semanas, mas sai enfraquecido desse acordo, segundo a professora Ana Carolina Marson. A docente é especialista em Relações Internacionais da FESPSP e avaliou o cenário para as eleições de meio mandato.
Marson destacou a mudança de tom de Trump em pouco tempo. Ela disse que houve queda na radicalização da fala, após declarações anteriores que variavam entre ataques e ameaças de derrubada do regime. A especialista aponta impacto da estratégia na popularidade do presidente.
Segundo a pesquisadora, a imagem de firmeza junto ao eleitorado fica comprometida pela instabilidade de objetivos durante o conflito. Ela avalia que o Irã pode sair fortalecido, complicando futuros acordos e mantendo o desgaste do governo americano.
Perspectivas políticas
A professora afirma que pesquisas já apontam baixa popularidade de Trump, o que pode reduzir as chances de reeleição. Ela cita a possibilidade de perda de uma das casas do Congresso, com o Senado mantendo-se menos provável.
Marson ressalta que a busca por um acordo de paz definitivo parece incerta. Segundo ela, o Irã pode exigir garantias maiores, e a experiência anterior mostra que acordos foram interrompidos por ataques dos EUA.
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