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Chefe da diplomacia da UE chama críticas à CNN de injustas

Kaja Kallas afirma à CNN que críticas são injustas e que a UE faz mais, incluindo defesa aérea e apoio ao Líbano, sem alinhamento eficaz do Golfo na Ucrânia

Kaja Kallas em Estrasburgo — 20/1/2026
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  • A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse à CNN que as críticas de apoio da administração Trump e de representantes do Golfo são “injustas”.
  • Ela afirmou que a Europa não criou a crise na região, mas tem contribuído com diversas ações, como defesa aérea, proteção do Mar Vermelho e apoio ao governo libanês.
  • Kallas ressaltou que, na visão das nações do Golfo, poucos se uniram à Europa quando a Rússia invadiu a Ucrânia em dois mil e vinte‑dois, dizendo que não pode ser uma via de mão única.
  • A dirigente afirmou que, segundo interlocutores paquistaneses, o cessar‑fogo intermediado deveria incluir o Líbano e pedir o fim dos intensos bombardeios israelenses no país.
  • Ela descreveu a resposta aos civis mortos como violenta demais e ressaltou que o cessar‑fogo é frágil e precisa ser cumprido para facilitar negociações.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse à CNN que as críticas de que a Europa não ofereceu apoio suficiente durante conflitos no Oriente Médio são injustas. Ela afirmou que a Europa não criou a violência na região, mas tem atuado com defesa aérea, proteção do Mar Vermelho e apoio ao governo libanês.

Kallas destacou que as nações do Golfo não se uniram à Europa quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, reforçando que a ajuda precisa ser mútua e não um caminho de mão única. A diplomata reforçou a necessidade de cooperação para enfrentar conflitos no continente europeu e fora dele.

Segundo a relato de Kallas, suas conversas com autoridades paquistanesas indicam que o acordo de cessar-fogo intermediado deve abranger o Líbano e promover fim dos bombardeios israelenses no território, citando a violência contra civis como inaceitável. Ela ressaltou que o cessar-fogo é frágil.

Cessar-fogo e participação regional

A chefe da diplomacia europeia afirmou que, para que o acordo seja efetivo, é essencial que todas as partes cumpram os termos estabelecidos para possibilitar negociações reais. A abordagem, segundo ela, deve incluir o Líbano e reduzir a escalada de violência.

Ela também comentou que, mesmo com avanços, há necessidade de intensificar a implementação de medidas previstas no cessar-fogo, com foco na proteção de civis e na retomada de diálogo entre as partes. A fala ocorreu no contexto de tensões entre Israel, Hezbollah e atores regionais.

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