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Funcionários do Conselho sob ataque de gangues na High Street

Oficiais de fiscalização relatam intimidação violenta de gangues em High Streets, levando à deslocação de equipes e mudanças de residência

Mandy has short dark hair, is wearing a dark textured jacket and small drop earrings, and is turned slightly to one side with the face in profile.
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  • Funcionária de fiscalização de atividades comerciais relata campanha de intimidação por gangues que atuam em mini-mates e lojas de vape, levando Mandy e o marido a mudar de casa após ataques e ameaças.
  • Nove milhas de evidências apontam que gangs curdas vendiam cigarros ilegais e cilindros de óxido nitroso; jornalistas da BBC entrevistaram 24 agentes de Trading Standards sobre o tema.
  • Ameaças extremas, agressões físicas, assédios sexuais e descoberta de armas em estabelecimentos — incluindo facas, dinamites e um revólver ligado a um negócio — foram documentadas.
  • Pesquisas da Chartered Trading Standards Institute indicam que noventa e seis por cento das equipes de linha de frente lidam com crime organizado nas High Streets; mais de sete em cada dez já sofreram intimidação ou violência.
  • O governo lançou ações para fortalecer a resposta a ilegalidade nas ruas, com planos de ampliar o treinamento de Trading Standards e aumentar o efetivo, incluindo cem milhões de libras para financiar mais agentes.

Os agentes de Fiscalização de Comércio Relacionado ao Consumo (Trading Standards) relatam uma escalada de intimidações e violência ligada a gangues que operam mini-mercados e lojas de vape no Reino Unido. Em relatos exclusivos à BBC News, 24 oficiais descrevem ameaças, agressões e ataques que chegaram a destruir imóveis e colocar suas famílias em risco. O cenário envolve atuação contra comércio ilegal de tabaco e outros produtos.

Entre os casos, um grupo curdo-chegado é apontado por vender cigarros contrabandeados e nitrogênio óxido em várias lojas. Episódios incluem perseguição de veículos, batidas em portas de casas e veículos atingidos por carraus que teriam sido financiados por indivíduos ligados aos esquemas criminosos. Os ataques ocorreram ao longo de anos, afetando profissionais em England, Wales e Scotland, além de atividades na Irlanda do Norte.

Mandy, uma das investigadoras, relata uma chamada à meia-noite de gangue de High Street que ameaçou matá-la e queimar sua casa. A violência levou-a e o marido a se mudarem após dois anos de assédio constante. Em relatos, a polícia e a CTSI destacam que quem trabalha nesses casos não tem autoridade para prender, apenas inspecionar, apreender evidências e solicitar apoio policial.

Contexto e impactos

Ao longo de uma década, a criminalidade em High Streets tem aumentado, aponta a Chartered Trading Standards Institute (CTSI). Uma pesquisa com mais de 2 mil membros indica que 96% das equipes de linha de frente enfrentam o problema, e mais de 70% já passaram por ameaças ou violência. Lojas com atividades irregulares ligadas ao crime estariam presentes em áreas urbanas e também em cidades menores.

As investigações revelam ainda armas em estabelecimentos, como facas, machados e bastões, além de casos de perseguição e rastreadores em veículos de servidores. Em alguns episódios, Vias de fuga de crimes envolvem baterias de carros e danos significativos a propriedades.

Reações oficiais e necessidades

O CTSI defende ampliar poderes para fechamento de estabelecimentos ilegais por prazos maiores, além de facilitar o fechamento com apoio de evidências de terceiros. Apoio governamental foi anunciado, com criação de uma força-tarefa e 120 aprendizes de Trading Standards, financiados em 10 milhões de libras anuais pelos próximos três anos. A pasta informa que, desde março de 2025, já visitou mais de 3 mil estabelecimentos suspeitos e prendeu quase 1 mil pessoas.

Especialistas lembram que o financiamento adicional é essencial para ampliar a atuação, aumentar o efetivo e prevenir que o crime organizado encontre novos pontos de atuação. O objetivo é impedir que ações criminosas se infiltrem ainda mais no varejo local, protegendo trabalhadores e consumidores.

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