- A Otan está disposta a participar de uma possível missão no Estreito de Ormuz, se houver condições para isso, afirmou o chefe da aliança, Mark Rutte.
- Rutte disse que os aliados estão atendendo aos pedidos dos Estados Unidos para fortalecer o bloco, mesmo que alguns tenham sido lentos no início em fornecer apoio.
- O secretário-geral comentou que, para manter o elemento surpresa, o presidente Donald Trump não informou os aliados com antecedência sobre os ataques iniciais.
- Segundo ele, hoje os aliados europeus oferecem apoio maciço aos EUA, respondendo aos pedidos de Trump.
- Os comentários foram feitos após um encontro de Rutte com Trump na Casa Branca; diplomatas disseram que o presidente busca compromissos concretos nos próximos dias para a segurança do Estreito de Ormuz.
A Otan está aberta a participar de uma possível missão no Estreito de Ormuz, desde que haja condições para isso, afirmou o secretário-geral Mark Rutte nesta quinta-feira. A declaração foi feita durante um discurso em Washington.
Rutte destacou que os aliados da aliança têm atendido aos pedidos dos EUA para fortalecer o bloco, mesmo que alguns tenham demorado a fornecer apoio logístico no início da crise com o Irã. Segundo ele, a resposta europeia evoluiu para um apoio amplo.
O chefe da Otan ressaltou que, para manter o elemento surpresa nas ações iniciais, houve momentos em que os parceiros foram menos informados previamente. Ainda assim, afirmou que, no momento atual, os aliados estariam prontos para atender aos pedidos de Washington.
Desdobramentos após encontro com Trump
Rutte conversou com Trump na Casa Branca um dia antes de detalhar as condições para possível envolvimento da Otan na operação. Segundo diplomatas, o presidente dos EUA quer compromissos concretos dos aliados nos próximos dias para reforçar a segurança no Estreito de Ormuz.
A nota de débito diplomático aponta ainda que, conforme as candidatas ao apoio enxerem a necessidade, a Otan poderia integrar a missão dependendo das condições logísticas e estratégicas apresentadas. O anuncio não indica uma decisão final, mas sinaliza disposição cautelosa do bloco.
A Reuters confirmou as informações de fontes diplomáticas, sem citar nomes, sobre a expectativa de Washington. Não houve confirmação oficial de um plano definitivo nem data para a eventual participação. O tema segue em avaliação entre os membros da Otan.
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