- Lideranças indígenas do Acampamento Terra Livre, em Brasília, entregaram ao Ministério das Relações Exteriores um documento que propõe zonas livres de exploração de petróleo e gás, chamadas Zonas Livres de Combustíveis Fósseis (FFZs).
- As FFZs seriam áreas proibidas para exploração em regiões de alta relevância ecológica e cultural, para apoiar a estratégia climática global.
- O texto pede fim imediato da abertura de novos campos de petróleo, gás e carvão e propõe um acordo global vinculante para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis.
- A Apib afirma que demarcação e proteção de terras indígenas são medidas concretas de enfrentamento à crise climática e ressaltam o papel dos povos originários no desenvolvimento sustentável.
- O Acampamento Terra Livre, que começou no fim de semana, reúne cerca de oito mil pessoas; a entidade destaca que a transição energética justa depende do reconhecimento dos direitos, inclusive da consulta livre, prévia e informada.
Indígenas ligados ao Acampamento Terra Livre entregaram nesta quinta-feira (9) a representantes do Ministério das Relações Exteriores um documento que propõe zonas livres de exploração de petróleo e gás. A proposta também coloca os territórios indígenas no centro da estratégia climática global.
O pedido sugere a criação de Zonas Livres de Combustíveis Fósseis (FFZs) em áreas de alta relevância ecológica e cultural, onde a exploração seria proibida. O objetivo é influenciar negociações internacionais e apontar caminhos para um novo modelo de desenvolvimento.
Desde o fim de semana, o Acampamento Terra Livre, em Brasília, reúne aproximadamente 8 mil pessoas. O apoio institucional reforça a ideia de que demarcação e proteção dos territórios são ações essenciais para a crise climática, segundo a Apib.
Mudanças
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) defende o fim imediato da abertura de novos campos de petróleo, gás e carvão, além de propor um acordo global vinculante para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
Segundo a entidade, enfrentar a crise climática exige mudanças não apenas tecnológicas, mas também uma revisão profunda das relações entre economia, território e direitos. A nota destaca o protagonismo indígena como elemento-chave.
Experiências
A Apib aponta que a proposta guarda consonância com exemplos internacionais, como a decisão do Equador de interromper a exploração no Parque Nacional Yasuní e restrições em outros países da região. O texto enfatiza o direito à consulta livre, prévia e informada (CLPI).
Dados apresentados indicam que territórios indígenas apresentam menores índices de desmatamento e ocupam papel central na proteção de ecossistemas e da estabilidade climática global.
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