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Multidões no Irã marcam 40º dia da morte do líder Supremo Khamenei

Milhares vão às ruas em várias cidades do Irã pelo 40º dia da morte do líder supremo, em meio a homenagens ao regime e às vítimas do ataque

A drone view of supporters of Iraqi Shi'ite cleric Muqtada al-Sadr taking part in a peaceful protest against U.S. and Israeli actions in the region, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Basra, Iraq, April 4, 2026. REUTERS/Mohammed Aty
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  • Multidões em várias cidades do Irã realizaram atos para marcar o 40º dia do assassinato do líder supremo Seyyed Ali Khamenei, morto por bombardeio de Israel e EUA no início da guerra.
  • A imprensa iraniana mostrou apoio ao regime e também prestou homenagens aos dirigentes mortos e às 168 meninas mortas no ataque à escola de Minab.
  • A procissão de Teerã saiu da Praça Jomhouri e seguiu até o local do assassinato; ações ocorreram em centenas de cidades, com imagens das lideranças e das crianças mortas.
  • O aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Khamenei, assumiu o cargo e prometeu vingança pelos mártires, incluindo o pai e familiares mortos no ataque.
  • Autoridades dizem que Khamenei escolheu o martírio; no Irã, o Líder Supremo é eleito pela Assembleia dos Especialistas, cargo vitalício, com possibilidade de destituição pela Assembleia.

Multidões tomaram as ruas de várias cidades do Irã nesta quinta-feira (9) para marcar o 40º dia do assassinato do líder Supremo Seyyed Ali Khamenei, segundo a imprensa estatal. O ataque foi atribuído a ações de Israel e dos EUA no início do conflito.

Segundo a imprensa iraniana, a procissão fúnebre percorreu a Praça Jomhouri até o local do assassinato do aiatolá. Em Teerã, a cerimônia se estendeu pela noite, com milhares de pessoas segurando bandeiras do Irã e retratos das lideranças e das vítimas do atentado.

A cobertura divulgada descreve homenagens a dirigentes políticos e militares mortos ao longo dos quase 40 dias de guerra, bem como às 168 meninas mortas no ataque à escola de Minab. As informações são veiculadas por redes de TV e agências locais.

Contexto político e reação interna

A visitação pública ao luto reflete uma base de apoio ao regime, ainda que haja oposição expressiva à República Islâmica. Especialistas ressaltam que a sociedade é dividida entre simpatizantes e críticos do governo.

Dr. Paulo Hilu, da Universidade Federal Fluminense, afirma que setores ideológicos e políticos ajudam a manter o regime. Segundo ele, há quem concorde com a defesa do Irã diante de ameaças externas, sem caracterizar unanimidade na população.

Dados do conflito e desdobramentos

A Organização de Medicina Forense do Irã informou que mais de 3 mil pessoas morreram nos ataques israelenses-estadunidenses, com cerca de 40% das vítimas ainda não identificadas. O balanço destaca o impacto humano da guerra no país.

Apoio ao regime também se manifesta em manifestações contra a agressão, incluindo ações para proteger infraestruturas críticas. A guerra envolve ações de várias frentes, com mobilização de diferentes setores da sociedade.

Liderança após a morte de Khamenei

Após o assassinato, o filho do líder, o aiatolá Mojtaba Khamenei, assumiu posição de resposta e anunciou retaliação pelo que chamou de sangue de mártires, citando o próprio pai entre as vítimas. A família envolve-se nas narrativas oficiais do conflito.

O governo iraniano descreve o assassinato como martírio, apontando a recusa de Khamenei de buscar abrigo como escolha voluntária. Na tradição xiita, o martírio é apresentado como honra, influenciando o discurso estatal.

Estrutura de poder no Irã

O Líder Supremo é escolhido pela Assembleia dos Peritos, composta por 88 clérigos, cuja função é eleger ou destituir o cargo. O líder atua como moderador, com influência direta sobre as Forças Armadas.

O Irã mantém, desde 1979, uma estrutura de poder complexa, com Executivo, Legislativo, Judiciário e órgãos religiosos. A constituição permite destituição do líder por decisão da Assembleia dos Peritos.

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