- O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu que aliados da Otan se unam para defender o direito internacional diante dos comentários de Donald Trump sobre a Groenlândia.
- Trump afirmou que a Groenlândia é “pedaço de gelo” e questionou a disposição da Otan em agir, aumentando a tensão sobre a segurança da ilha.
- Nielsen rejeitou a ideia de a Groenlândia ser apenas um gelo e destacou a importância da ordem geopolítica pós‑Guerra e da lei internacional.
- As negociações entre Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos sobre cooperação defensiva estavam em curso, com mais encontros marcados.
- Embora haja diálogo, Nielsen não acredita que os EUA tenham abandonado o interesse na Groenlândia, citando a presença prevista pelo tratado de mil novecentos e cinquenta e um.
O premier da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu aos aliados da OTAN que se unam para defender o direito internacional diante dos comentários de Donald Trump sobre a ilha do Ártico. O apelo ocorreu em meio a tensões envolvendo a defesa da Groenlândia e o papel da OTAN na região.
Trump afirmou, em redes sociais, que os EUA precisam da Groenlândia para enfrentar ameaças da Rússia e da China e criticou a Dinamarca pela segurança da ilha. Ele descreveu a Groenlândia como grande pedaço de gelo e mal administrado, provocando reacções no governo local.
Nielsen rebateu a frase de Trump, dizendo que a Groenlândia é formada por 57 mil pessoas que trabalham como cidadãos globais, em respeito aos aliados. O premiê ressaltou a importância de manter a ordem geopolítica do pós-guerra, incluindo a OTAN e o direito internacional.
Desdobramentos diplomáticos
No fim de janeiro, Groenlândia, Dinamarca e EUA iniciaram conversas diplomáticas, com mais encontros previstos. Nielsen afirma que as discussões seguem, sem detalhar o conteúdo, mas destacando a busca por cooperação em defesa.
Trump recuou do uso da força após conversar com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e informou que uma base para um futuro acordo foi criada, deslocando o foco para a via diplomática. A última publicação de Trump sobre a Groenlândia ocorreu após reunião com Rutte.
As negociações envolvem também a possibilidade de ampliar a presença militar dos EUA na ilha, conforme um tratado de 1951. Nielsen ressaltou que não pode entrar em detalhes sobre o que está em discussão, mas não acredita que o interesse de Washington tenha sido abandonado.
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