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Brasil e EUA firmam parceria para combater o crime organizado

Brasil e EUA firmam acordo para compartilhar em tempo real imagens de contêineres, ampliando o rastreamento internacional de armas, peças e drogas

Receita Federal vai compartilhar dados de materiais sensíveis com autoridades dos EUA
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  • Brasil e Estados Unidos vão firmar cooperação para combater o crime organizado, com compartilhamento mútuo de informações sobre entrada de armas, peças e drogas em contêineres, por meio do Programa Desarma.
  • O acordo prevê envio de dados em tempo real entre a Receita Federal e a alfândega dos EUA, incluindo exportadores, remetentes e outros operadores envolvidos nas remessas.
  • O projeto Mutual Interdiction Team reúne esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.
  • Em doze meses, a Receita Federal apreendeu meia tonelada de armas vindas dos Estados Unidos, em 35 ocorrências, totalizando cerca de 550 kg de material bélico, com origem principalmente na Flórida.
  • O anúncio foi feito pela equipe econômica do governo na sexta-feira, 10 de abril de 2026, como passo inicial após a conversa entre Lula e o presidente dos EUA sobre cooperação contra o crime organizado.

O Brasil e os Estados Unidos firmaram uma parceria para combater o crime organizado por meio do intercâmbio de informações sobre a entrada de armas, peças e drogas em contêineres. O acordo envolve a Receita Federal e o CBP, a autoridade de fronteiras dos EUA.

O foco é ampliar o rastreamento internacional de materiais sensíveis. O envio de dados ocorrerá em tempo real sempre que uma aduaneira identificar produtos de origem parceira. O objetivo é identificar rotas e redes que alimentam o crime transnacional.

A iniciativa foi anunciada pela equipe econômica do governo, dentro do esforço do governo Lula de fortalecer cooperações internacionais. O acordo é apresentado como o primeiro passo relevante para ações conjuntas entre os dois países.

Desarma

O programa Desarma é um sistema informatizado da Receita Federal que amplia a vigilância de armas, munições, peças e explosivos. Ele permite o compartilhamento em tempo real de informações entre Brasil e EUA.

A ferramenta registra dados de apreensões, origem declarada e números de série, facilitando o rastreio da cadeia de fornecimento e o mapeamento de redes ilícitas. O objetivo é acelerar respostas a ocorrências nas fronteiras.

Segundo a Receita, o compartilhamento com a PF já existia, mas será ampliado para outros países. A ideia é que autoridades americanas atuem com mais rapidez em casos de remessas suspeitas.

Compartilhamento de dados

O sistema enviará alertas automáticos às aduanas dos EUA. O objetivo é ampliar a cooperação internacional, mantendo confidencialidade e rastreabilidade das informações.

O acordo prevê que dados sobre exportadores, remetentes e operadores sejam compartilhados dentro dos limites de tratados internacionais. O Desarma pode informar operações em portos, aeroportos e remessas internacionais.

O acordo teve início formalmente em janeiro de 2026, após uma visita técnica a Foz do Iguaçu. O objetivo é fortalecer controles em rotas sensíveis, como a tríplice fronteira, com cooperação integrada entre as autoridades.

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