- Vice-presidente JD Vance partiu para Islamabad para liderar negociações com o Irã, buscando encerrar a guerra; ele avisou que, se o Irã negociar de má-fé, a equipe de negociação não ficará receptiva.
- Vance disse que recebeu diretrizes claras de Donald Trump sobre como as conversas devem ocorrer, embora não tenha detalhado. A viagem reúne também Steve Witkoff e Jared Kushner, que já participaram de três rodadas de negociações indiretas com o Irã.
- O formato das negociações não foi divulgado pela Casa Branca, que não estabeleceu expectativas específicas para o encontro; é um momento incomum de alto envolvimento dos EUA com o governo iraniano desde 1979.
- O cessar-fogo permanece frágil, com diferenças entre as demandas do Irã e as posições dos EUA e de Israel, em meio a pressões internas nos EUA para encerrar o conflito.
- No cenário internacional, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, criticou a fragilidade do cessar-fogo e pediu cooperação europeia; na Gaza, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, expulsou a Espanha do centro de monitoramento da região.
Vice Presidente JD Vance adverte Irã durante viagem a Islamabad
O vice-presidente JD Vance avisou o Irã para não “brincar” com os EUA, enquanto segue para negociações mediadas na capital do Paquistão. O objetivo é encerrar o conflito que já dura seis semanas.
Vance viaja com o envio de Washington para encontrar uma solução. O missionário está entre as figuras mais reticentes a intervenções militares fora do país, segundo relatos oficiais. Ele não respondeu a perguntas de jornalistas ao embarcar.
A missão acontece em meio a uma trégua instável e a divergências entre Teerã e Washington, com apoio de Israel. O governo americano pressiona por um desfecho rápido, diante de pressões internas para encerrar o embate.
A comitiva também inclui Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente. Eles já participaram de três rodadas de negociações indiretas com representantes iranianos sobre nuclear e armas de alcance intermediário.
O governo norte-americano não detalhou o formato das conversas, se serão diretas ou indiretas, nem definiu expectativas específicas para o encontro. A presença de Vance marca um raro contato de alto nível com o governo iraniano.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, a interação direta mais recente ocorreu em 2013, quando o então presidente Barack Obama ligou ao recém-eleito Hassan Rouhani para discutir o programa nuclear do Irã.
Ceasefire é considerado frágil pela liderança britânica
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, manteve conversas com autoridades do Catar sobre a trégua no conflito no Irã, descrevendo o cessar-fogo como frágil e dependente de soluções para o estreito de Hormuz.
Starmer afirmou que há necessidade de maior participação europeia na estratégia de estabilidade regional. Ele ressaltou a importância de manter rotas marítimas abertas para o comércio.
A conversa ocorreu em meio a críticas do presidente Trump à aliança da OTAN, após ele classificar a aliança de “papel de frasco” e sugerir que alguns membros não estariam prontos para agir em caso de nova crise.
Líderes europeus permanecem na linha de apoio à trégua, buscando reduzir hostilidades na região, manter o canal de diálogo com Washington e preservar bases estratégicas.
Israel expulsa Espanha de órgão de monitoramento em Gaza
Israel expulsou a Espanha de um órgão internacional liderado pelos EUA para monitorar a implementação do acordo de paz em Gaza. Netanyahu citou divergências reiteradas com o país europeu.
O centro de coordenação, em Kiryat Gat, envolve cerca de 200 tropas americanas ao lado de militares israelenses e delegações de outros países. A função é acompanhar estabilização e reconstrução em Gaza.
Netanyahu afirmou que não permitirá que países com políticas anti-Israel participem das operações na região, prometendo medidas imediatas contra quem desafiar a posição de Israel.
Fonte: AP
Entre na conversa da comunidade