- A eleição na Hungria, neste domingo, 12, definirá o primeiro-ministro entre 199 deputados eleitos pela Assembleia Nacional.
- Péter Magyar, 45 anos, era aliado de Orbán há anos; agora é o principal adversário e lidera o partido Tisza. Orbán governa há dezesseis anos.
- Magyar se posiciona como defensor de reformas institucionais, prometendo desmontar o sistema atual e restabelecer a “normalidade democrática”, com tom pró-União Europeia.
- Pesquisas citadas pela Reuters apontam Magyar com 39% das intenções de voto, diante de 30% para o Fidesz; cerca de 21% ainda não tinham definido o voto; 1.500 pessoas foram consultadas.
- A trajetória de Magyar envolve origem familiar ligada à política, mas também controvérsias, incluindo acusações de violência doméstica feitas pela ex-mulher Judit Varga, que não frearam o crescimento nas pesquisas.
Péter Magyar, antigo aliado de Viktor Orbán, surge como principal adversário do atual premiê na eleição que ocorre neste domingo na Hungria. O pleito definirá quem ocupará o cargo de primeiro-ministro após 16 anos do governo de Orbán, com 199 deputados da Assembleia Nacional votando.
Magyar tem perfil de centro-direita e defesa de reformas institucionais profundas, com tom pró-União Europeia. Ele se afastou do bloco governista em 2024, criticando a condução política e o funcionamento do sistema. Sua base tem ganhado força entre áreas rurais e segmentos conservadores.
A eleição ocorre em um momento de pressão econômica, com inflação elevada e custo de vida em alta, fatores que influenciam o cenário político húngaro. Magyar destaca a promessa de “desmontar o sistema atual” e restabelecer a “normalidade democrática” no país.
Quem é Péter Magyar
O tio-avô de Magyar, Ferenc Mádl, foi presidente entre 2000 e 2005, conforme o histórico familiar. Sua mãe atuou no poder judiciário, o que marca raízes políticas no clã. Aos 45 anos, ele construiu trajetória próxima ao governo anterior, antes de romper com o Fidesz.
Magyar ganhou visibilidade online, posicionando-se como defensor de reformas estruturais. Em pouco mais de um ano, tornou-se líder do partido Tisza e principal opositor de Orbán. Seu discurso enfatiza combate à corrupção e mudanças institucionais.
Algumas controvérsias acompanham a carreira do político, incluindo acusações de violência doméstica feitas pela ex-mulher, Judit Varga, ex-ministra da Justiça. Tais questões não frearam o crescimento de sua base de seguidores.
Cenário de pesquisa
Uma pesquisa do Idea Institute, divulgada pela Reuters, aponta Magyar com 39% das intenções de voto, frente a 30% de Orbán. A diferença é de cerca de 9 pontos percentuais. O levantamento entrevistou 1.500 pessoas.
Cerca de 21% dos entrevistados indicaram indecisão sobre o voto. O contexto econômico e a percepção sobre gestão pública são determinantes nas escolhas até o momento. O pleito espera revelar o peso da oposição frente ao governo.
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