- A Receita Federal apreendeu cerca de 550 kg de armas vindas dos Estados Unidos em 12 meses, com origem principalmente na Flórida, segundo o programa Desarma.
- O governo anunciou um acordo Brasil-EUA para compartilhamento de dados entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection, visando combater o crime organizado.
- O projeto Mutual Interdiction Team vai integrar inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armas e drogas.
- O Desarma é um sistema que registra informações sobre apreensões, permite rastrear origem e logística e mapear redes de tráfico de armamentos.
- A parceria começou em janeiro de 2026, com foco na Tríplice Fronteira, e pode se expandir para outros países conforme acordos internacionais.
O Ministério da Fazenda informou que a Receita Federal apreendeu meia tonelada de armas vindas dos Estados Unidos nos últimos 12 meses, com destaque para o mês de abril de 2026. O balanço do Programa Desarma aponta 35 ocorrências, envolvendo 1.168 partes e peças, totalizando cerca de 550 kg de material bélico, com origem predominante na Flórida.
A equipe econômica anunciou a criação da ação Brasil-EUA contra o crime organizado, em parceria entre a Receita Federal e o U.S. Customs and Border Protection. O projeto MIT (Mutual Interdiction Team) vai integrar operações e inteligência para interceptar remessas ilícitas de armamentos e drogas.
Ações e objetivo do Desarma
O Desarma é um sistema informatizado da Receita que permite o compartilhamento de informações em tempo real entre Brasil e EUA, sempre dentro dos acordos internacionais. A ferramenta facilita o rastreamento da origem de produtos sensíveis e o mapeamento de redes de contrabando.
Compartilhamento de dados e alcance
O sistema envia alertas às aduanas dos EUA e pode ser expandido para outros países, conforme andamento de processos. Dados sobre exportadores, remetentes e operadores poderão ser enviados, com garantia de sigilo, segurança e rastreabilidade.
Radar de atuação e rotas
A cooperação teve início em janeiro de 2026, após visita técnica a Foz do Iguaçu, com foco na Tríplice Fronteira. A pauta inclui ações em portos, aeroportos e remessas internacionais, bem como operações conjuntas com outros órgãos de investigação.
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