- A TotalEnergies fechou uma refinaria importante na costa leste do Golfo, na Arábia Saudita, após danos causados durante o conflito com o Irã, reduzindo cerca de 15% da produção total da empresa.
- A refinaria afetada é a SATORP, joint venture entre TotalEnergies e a estatal Aramco (Aramco detém 62,5% e TotalEnergies 37,5%).
- Além disso, houve paralisações de produção em Qatar, Iraque e em campos offshore dos Emirados Árabes Unidos, somando impactos de about 15% da produção da companhia.
- Não houve relato de feridos; as duas unidades da refinaria foram desativadas como precaução enquanto se avalia o dano, em incidents ocorridos na noite de 7 para 8 de abril.
- TotalEnergies informou que a produção onshore nos Emirados Árabes Unidos, na sua participação de cerca de 210 mil barris por dia, não foi afetada até o momento, e não espera impacto financeiro significativo no médio prazo. A ação também acompanha a queda de cerca de 1,4% no preço das ações na Europa por volta das 14h CET.
A TotalEnergies informou nesta sexta-feira o fechamento de uma importante refinaria no litoral leste do Golfo, na Arábia Saudita, após ter sido danificada durante ataques. A empresa afirmou ainda que as unidades desligadas foram as duas linhas de processamento da refinaria, como medida de precaução.
O encerramento ocorre em meio a interrupções de produção na região, com paradas já em curso ou anunciadas na Qatar, no Iraque e em fields offshore dos Emirados Árabes Unidos, representando cerca de 15% da produção total da TotalEnergies.
A decisão de fechar a refinaria foi tomada após o ministério de Energia da Arábia Saudita confirmar ataques recentes a instalações de energia, incluindo a SATORP, joint venture da TotalEnergies com a Aramco. Não foram divulgados detalhes sobre o tipo de ataque ou impactos adicionais.
Desdobramentos operacionais e impactos
A TotalEnergies informou que não houve vítimas. O ministério saudita apontou que os ataques teriam disruptado operações-chave em várias instalações. A refinaria SATORP é dividida com Aramco, que detém 62,5% das ações, e a TotalEnergies, 37,5%.
A empresa destacou que a produção onshore nos EAU, na qual detém participação de aproximadamente 210 mil bpd, não foi afetada no momento. Em relação ao impacto financeiro, a TotalEnergies não espera uma consequência expressiva no curto prazo.
Sobre o desempenho financeiro, a companhia disse que grande parte do resultado de 2026 virá de mercados fora do Oriente Médio. Um aumento do preço do petróleo ajudaria a compensar eventuais perdas de produção regional.
O mercado reagiu de forma moderada: a ação da empresa caiu sekitar 1,4% às 14h CET na Europa.
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