- A média mostra dez crimes por dia em igrejas no Reino Unido, totalizando quase quatro mil infrações no último ano, com o valor real possivelmente maior devido à resposta incompleta de algumas polícias.
- Entre 2022 e 2024, houve aumento em relação à média anterior de oito crimes diários.
- Furtos e arrombamentos representam mais de um quarto do total, com 1.619 ocorrências; também foram registradas 1.018 danos criminais, 1.000 casos de violência e 172 outras infrações.
- Destacam-se incidentes como o roubo de prataria histórica avaliada em £250.000 na igreja St Margaret of Antioch, além de vandalismo em St Mary e St Martin e pichações na igreja St James, associadas a crime de ódio.
- Em resposta, foi criado o Places of Worship Renewal Fund, de £92 milhões; há pressão pela isenção de IVA para igrejas, com apoio de autoridades e comunidades para reforçar vigilância e financiamento.
Os crimes registrados contra igrejas no Reino Unido somam quase 4 mil ocorrências no último ano, com uma média de 10 incidentes diários. O levantamento usa dados policiais e aponta furtos, arrombamentos, vandalismo e violência como as principais modalidades, ocorrendo em propriedades religiosas e locais de culto.
Entre os destaques, furtos e arrombamentos respondem por mais de um quarto do total, com 1.619 casos. Também houve 1.018 danos criminosos, 1.000 agressões e 172 outras infrações. A veracidade depende de respostas incompletas de algumas forças em pedidos de informação.
A gravidade dos ataques fica evidente em episódios como o furto de prataria histórica na igreja St Margaret of Antioch, em Barley, Hertfordshire, avaliada em 250 mil libras, descrito pela polícia como sacrilégio. Em Blyth, Nottinghamshire, a St Mary e St Martin sofreu vandalismo com vitrais danificados.
Túmulos foram danificados e mensagens obscenas foram pichadas na St James Church, perto de Preston, em um caso investigado pela polícia como crime de ódio, antes da Páscoa do ano passado. A incidência de violência contra locais de culto preocupa comunidades locais e voluntários.
A crise preocupa quem atua nos templos. O chefe de políticas do National Churches Trust, Ben Sims, destacou as dificuldades financeiras em meio ao fim do IVA para locais de culto listados. O reembolso de impostos era visto como apoio essencial para reparos.
Ao redor do país, estimam-se cerca de 21 mil igrejas elegíveis ao subsídio de IVA que deixou de existir, o que agrava o desafio de conservação. A entidade defende medidas fiscais equilibradas para manter patrimônios religiosos acessíveis e preservados.
Foi criado o Places of Worship Renewal Fund, com apoio ao restabelecimento de financiamento para reformas. O fundo terá maior pertinência para preservação de arte sacra e patrimônio aberto ao público. O National Churches Trust e autoridades locais veem utilidade prática na medida.
Especialistas ressaltam o papel social das igrejas como focos comunitários, sobretudo em áreas rurais e urbanas. Há apelos por maior vigilância comunitária e apoio financeiro estável. Partidos políticos têm propostas que envolvem isenção de IVA para locais de culto e maior policiamento comunitário.
A polícia reforça o endurecimento de ações preventivas para reduzir crimes contra o patrimônio. Oficiais pedem que a população denuncie atividades suspeitas e participe de programas de vigilância de patrimônio. O governo destaca o Fund como instrumento de equiparação com outros bens culturais.
A situação exige atenção contínua de comunidades, autoridades e governo para proteger marcos religiosos e espaços sagrados, mantendo-os abertos, seguros e funcionais.
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