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Qual a real influência de Benjamin Netanyahu na guerra contra o Irã?

Netanyahu afirma que Israel pode retomar o combate ao Irã a qualquer momento, mesmo com cessar-fogo pactuado com os EUA; ceticismo público persiste

Benjamin Netanyahu em coletiva na Casa Branca
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  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país está pronto para retomar o combate contra o Irã a qualquer momento, mesmo com a pausa de duas semanas acordada com EUA e Irã.
  • Netanyahu disse que a pausa é uma preparação para alcançar todos os objetivos, incluindo a destruição da indústria militar iraniana e a remoção do urânio enriquecido, seja por acordo ou pela retomada dos conflitos.
  • Pesquisas divulgadas por canais israelenses mostram que mais da metade da população é contrária ao cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos e apoia a continuação da guerra contra o Irã.
  • A sondagem também questiona se EUA e Israel venceram a guerra, com percentuais variando entre canais: por exemplo, Canal 13 aponta 33% como vitoriosos, Canal 12 registra 30% e Kan 11, 25%.
  • Os levantamentos indicam preocupação com a percepção de vitória dos aliados no conflito em ano eleitoral, após Netanyahu ter tentado projetar triunfo sobre o Irã e prometer mudar o Oriente Médio.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está pronto para retomar o combate contra o Irã a qualquer momento, mesmo com a suspensão de duas semanas acordada entre EUA e Irã. A pausa, que inclui Israel, entrou em vigor em coordenação com o governo israelense.

Netanyahu afirmou que a pausa é uma preparação para alcançar todos os objetivos de Israel. Segundo ele, o Irã entra nas negociações derrotado e mais fraco, com a promissora remoção de urânio enriquecido, seja por acordo ou pela retomada dos confrontos.

O premiê também disse que Israel não foi pego de surpresa pela trégua e que continuará avaliando ações futuras para enfraquecer a capacidade iraniana. A declaração ocorreu após anúncios sobre o cessar-fogo bilateral com o Irã.

Pesquisas de opinião

Levantamentos divulgados por canais israelenses mostraram resistência pública ao cessar-fogo. Em diferentes emissoras, mais da metade se mostrou contrária à pausa liderada pelos EUA, com previsões divididas sobre vitória de EUA e Israel.

Os dados indicam variação entre 51% e 56% de desaprovação ao cessar-fogo, dependendo da pesquisa, enquanto aprovações ficam entre 25% e 32%. Ainda assim, uma parcela relevante não soube responder.

Entre os entrevistados, a percepção sobre o êxito da aliança EUA-Israel é heterogênea. Em alguns levantamentos, parcela expressiva acredita que nenhuma das partes venceu, ou não soube responder.

O conjunto de números sugere ceticismo da população com relação a vitórias claras na ofensiva contra o Irã. O tema ganha relevância especialmente em ano eleitoral, quando Netanyahu busca manter apoio interno.

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