- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nas redes sociais que petroleiros seguem para os Estados Unidos para buscar cargas de petróleo e gás considerados de alta qualidade.
- Trump afirmou que os EUA possuem mais petróleo do que as duas maiores economias petrolíferas somadas e destacou a suposta superioridade da qualidade da commodity americana, sem citar empresas, países ou valores.
- A declaração ocorre em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz, provocado pela guerra entre EUA/Israel e o Irã, o que elevou o preço do petróleo a US$ 119 o barril em determinados momentos.
- Trump sugere que os EUA podem atuar como fonte alternativa de petróleo e gás, o que pode aumentar a demanda interna e pressionar ainda mais os preços, a menos que haja mais produção doméstica.
- Nos EUA, os preços médios da gasolina subiram para cerca de US$ 4,15 por galão, e o índice de preços ao consumidor aumentou 3,3% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que petroleiros se dirigem aos EUA para buscar cargas do que ele chamou de melhor e mais doce petróleo e gás. A declaração foi feita via rede social, sem detalhar empresas, países ou valores envolvidos.
Trump alegou que os EUA possuem mais petróleo do que as duas maiores economias petrolíferas somadas e defendeu a superioridade da qualidade da commodity produzida no país. Não houve confirmação oficial de operações ou contratos.
A fala ocorre em meio a tensões entre EUA, Israel e Irã, que levaram o Irã a fechar o Estreito de Ormuz, rota que concentra 20% do suprimento mundial de petróleo. O bloqueio tem pressionado os preços internacionais do barril.
Segundo o governo iraniano, a medida contribui para elevação recente dos custos com energia, com o Brent, referência global, registrando variações acima de 119 dólares por barril em momentos de maior volatilidade.
A defesa de Trump de que os EUA podem atuar como fonte alternativa de energia surge em cenário de demanda elevada, ainda que sujeito a novos impactos de produção interna para evitar pressões adicionais nos preços ao consumidor.
Impacto no consumo
No mercado interno, a gasolina nos EUA subiu de pouco menos de 3 dólares por galão antes do conflito para cerca de 4,15 dólares. O aumento pode reduzir o poder de compra dos consumidores e influenciar a atividade econômica.
Em março, o índice de preços ao consumidor dos EUA avançou 3,3% na comparação anual, ante 2,4% em fevereiro, marcando a maior taxa desde maio de 2024. A leitura sinaliza pressão inflacionária e possíveis ajustes na política econômica.
A situação mantém o debate sobre a dependência energética dos EUA e as consequências de interrupções no abastecimento global, ainda sem confirmação de negócios específicos envolvendo o país.
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